O preço do gás natural fornecido pela Petrobras às distribuidoras foi reajustado em 19,2% na última sexta-feira (1º), com impacto direto sobre o gás encanado utilizado em residências e estabelecimentos comerciais. O aumento também atinge o gás natural veicular (GNV), vendido em postos de combustíveis.
O reajuste faz parte das atualizações trimestrais previstas em contrato e considera fatores como a variação do preço internacional do petróleo, a taxa de câmbio e indicadores externos, como o índice de referência Henry Hub. Segundo a companhia, o modelo utiliza médias trimestrais para reduzir oscilações de curto prazo.
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Apesar da alta no valor de venda da chamada “molécula de gás”, o preço final ao consumidor inclui outros componentes. Entre eles estão os custos de transporte, as margens das distribuidoras e tributos federais e estaduais. No caso do GNV, também entram os custos de revenda nos postos.
O aumento ocorre em um contexto de elevação nos preços internacionais de energia, influenciado pelo conflito entre Irã e Estados Unidos, que tem pressionado o mercado de petróleo e derivados. Esse cenário contribui para impactos indiretos sobre a inflação.
O reajuste não inclui o gás liquefeito de petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha em botijão, que possui política de preços distinta. Ainda assim, o produto também registra alta desde o fim de fevereiro.
Para o GLP, o governo federal adotou medidas com o objetivo de conter repasses ao consumidor. Entre elas está a liberação de crédito extraordinário de R$ 330 milhões para subsidiar a importação, buscando equilibrar os preços praticados no país diante das variações do mercado internacional.



