A nova etapa do programa federal Desenrola 2.0 começou a ser operada pelos principais bancos do país nesta quinta-feira (7). A iniciativa permite a renegociação de dívidas com descontos que podem chegar a 90% do valor original, além de oferecer opções de parcelamento e utilização de parte do saldo do FGTS para quitação dos débitos.
Entre as instituições participantes estão Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Santander, Caixa Econômica Federal e Nubank. Os bancos passaram a disponibilizar condições especiais para clientes com pendências financeiras relacionadas a cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e contratos estudantis do Fies.
O Banco do Brasil informou que realizou mais de 1,8 mil renegociações até a noite de quarta-feira (6), somando cerca de R$ 3 milhões em acordos firmados dentro do programa. A instituição também registrou aumento na procura por renegociações fora do Desenrola, com mais de 10 mil negociações concluídas no mesmo período.
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No Bradesco, mais de 18 mil clientes demonstraram interesse nas condições oferecidas desde a abertura do pré-cadastro. O Santander anunciou descontos de até 90% e parcelamentos em até 72 vezes, conforme o tipo da dívida e o tempo de atraso. O Itaú também passou a oferecer condições especiais para clientes que não se enquadram nos critérios estabelecidos pelo programa federal.
A Caixa Econômica Federal informou que realizou sua primeira renegociação vinculada ao Desenrola na quarta-feira (6). Um cliente de Várzea Paulista, em São Paulo, conseguiu quitar uma dívida de cheque especial com desconto de 75%. Segundo o banco, mais de 5 mil pessoas buscaram informações sobre o programa desde o início da nova fase.
O Nubank confirmou participação no Desenrola 2.0 e informou que as ofertas de renegociação estarão disponíveis diretamente no aplicativo da fintech.
De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), todas as instituições participantes estão orientadas a garantir acesso às condições especiais para os clientes elegíveis.
O programa terá duração de 90 dias para pessoas físicas, estudantes e empresas. No caso dos produtores rurais, o prazo para adesão segue até 20 de dezembro de 2026. Podem participar famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 8.105. As dívidas devem ter sido contratadas até 31 de janeiro de 2026 e estar em atraso entre 90 dias e dois anos.



