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Economia

Preço do pão francês deve subir após alta nos custos do trigo no Amazonas

Redação
Atualizado em 2026/05/07 at 2:16 PM
Redação 1 mês atrás
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Preço do pão francês deve subir após alta nos custos do trigo
Foto: Divulgação
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O preço do pão francês deve ficar mais caro nos próximos meses devido ao aumento dos custos do trigo e dos gastos logísticos que impactam a cadeia produtiva do cereal no Brasil. A informação foi divulgada pelo Sindicato das Indústrias do Trigo nos Estados do Pará, Maranhão, Amazonas e Amapá (SINDITRIGO), que aponta reajustes previstos para abril.

Mesmo após a redução das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, os efeitos da instabilidade internacional continuam afetando o comércio global e a oferta de produtos essenciais. Entre eles está o trigo, matéria-prima utilizada na produção de farinha e de diversos alimentos consumidos diariamente pelos brasileiros.

Atualmente, cerca de 60% do trigo consumido no Brasil é importado, o que torna o mercado interno dependente das oscilações internacionais. O país importa aproximadamente 6 milhões de toneladas do cereal por ano, enquanto apenas 40% da demanda nacional é atendida pela produção interna.

Na região Norte, o aumento nos preços está relacionado principalmente à elevação dos custos de transporte, combustíveis e fretes, além das dificuldades logísticas para abastecimento da região. Segundo o setor, também houve aumento na exigência por trigos com maior teor de proteína, considerados de melhor qualidade e com valor mais elevado.

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Além da farinha, outros componentes que influenciam o preço final do pão também registraram aumento. De acordo com o SINDITRIGO, 28% do custo do produto correspondem à farinha e outros ingredientes. Energia elétrica representa outros 28%, enquanto embalagens e mão de obra somam 14%. Já impostos, aluguel e margem operacional respondem por 30% da composição do preço.

O presidente do SINDITRIGO, Rui Brandão, afirmou que a Argentina continua sendo a principal origem do trigo importado pelo Brasil, mas há limitações na qualidade disponível, o que exige a compra complementar de trigos mais caros. Segundo ele, desde 1º de abril de 2026 também passou a incidir PIS/COFINS sobre a importação do cereal, elevando ainda mais os custos para o setor.

A expectativa é que o aumento dos preços atinja toda a cadeia de alimentos derivados do trigo, incluindo massas, biscoitos, bolos, produtos de confeitaria, salgados e itens industrializados.

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