Usuários da linha de ônibus executiva 836, que atende o Residencial Viver Melhor, na zona Norte de Manaus, relataram dificuldades e possíveis restrições no uso de cartões de bilhetagem eletrônica, incluindo o vale-transporte e o sistema Passe Fácil, utilizado por pessoas com deficiência (PcDs) e idosos.
Segundo denúncias divulgadas com exclusividade pelo portal Segundo a Segundo, passageiros afirmam que o equipamento de leitura de cartões instalado nos veículos estaria sendo utilizado de forma limitada, com relatos de que o dispositivo teria sido parcialmente coberto por materiais como plástico e insulfilm. Com isso, os usuários relatam que o pagamento estaria sendo aceito apenas em dinheiro ou via Pix.
PCDs e idosos orientados e descer do veículo
Ainda conforme os relatos, pessoas que tentam utilizar cartões vinculados a benefícios tarifários estariam sendo orientadas a desembarcar caso não consigam realizar o pagamento por outros meios. Moradores do Residencial Viver Melhor afirmam que a situação tem impactado principalmente quem depende exclusivamente do sistema eletrônico de gratuidade ou desconto tarifário.
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Diante da denúncia, a vereadora Thaysa Lippy encaminhou ofício e requerimento ao Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), solicitando esclarecimentos e providências sobre o caso. A parlamentar destacou a gravidade da situação e lembrou que impedir ou restringir o acesso ao transporte público em razão de deficiência ou idade pode configurar prática discriminatória, prevista na legislação brasileira, incluindo a Lei nº 7.716/1989 e o Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003).
“Recebi, por meio do portal Segundo a Segundo, uma denúncia sobre o impedimento de pessoas com deficiência (PcDs) e idosos de utilizarem a linha executiva 836, que atende o residencial Viver Melhor, na zona Norte de Manaus. Diante da gravidade da situação, encaminhei ofício e requerimento ao Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), solicitando esclarecimentos e providências sobre o caso”, disse em nota a vereadora.
Em resposta, o IMMU informou que não possui registro de veículos do transporte complementar que tenham interrompido a aceitação do vale-transporte. O órgão afirmou ainda que a denúncia será encaminhada ao setor responsável pela fiscalização do modal, para apuração dos fatos e adoção das medidas necessárias, caso sejam confirmadas irregularidades.



