A 6ª rodada da pesquisa Genial/Quaest de 2026 mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem atualmente 39% das intenções de voto no 1º turno, contra 29% do senador Flavio Bolsonaro (PL), com vantagem de 10 pontos. No segundo turno, Lula venceria com vantagem de 6 pontos: 44% a 38%.
Os números foram divulgados nesta quarta-feira (10/06). A aprovação do governo, de 47%, melhorou ligeiramente e empata com a desaprovação, de 48%. Os fatores que contribuíram para esse desempenho foram o efeito do programa Desenrola sobre o endividamento (71% sentiram diferença significativa ou pequeno aumento na renda), a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a percepção de noticiário mais positivo sobre o governo.
A piora do desempenho de Flavio Bolsonaro foi resultado de três fatores principais. As negociações com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiamento do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro foram mal avaliadas: 65% consideram que Flávio errou ao pedir financiamento a Vorcaro. Para 58%, ele pode estar escondendo envolvimento com o caso do Master e, para 62%, sabia que Vorcaro estava envolvido em corrupção.
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Para 47% dos entrevistados, o encontro de Flavio com o presidente dos EUA, Donald Trump, influenciou a decisão do governo americano de enquadrar o o PCC e o CV como organizações terroristas. Embora 60% acreditem que ambas deveriam ser assim consideradas pelo governo brasileiro, 53% temem que as punições impostas pelo governo americano prejudiquem bancos e empresas brasileiras.
Em relação ao novo aumento de tarifas para produtos brasileiros, 47% concordam com Lula, que acusa Flavio de ter influenciado a decisão americana, de 35% acreditam em Flavio, que nega ter agido nesse sentido. Para 46%, Lula está certo ao afirmar que as novas tarifas são uma retaliação ao PIX e 36% apoiam Flavio na afirmação de que a medida é resposta a declarações de Lula contra os EUA.
A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-07661/2026. Foi realizada entre os dias 5 e 8 de junho. Foram entrevistados presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais. As margens de erro por grupo sociodemográfico estão informadas na página 4 do relatório.



