O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) notificou o Procon de Minas Gerais e a Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça (Senacon/MJSP) contra a Coca-Cola e a Panini por uma ação promocional envolvendo o álbum oficial da Copa do Mundo FIFA 2026.
A entidade afirma que a distribuição de figurinhas especiais em embalagens de refrigerantes pode configurar venda casada, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC).
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Segundo o Idec, 14 cromos especiais da Coca-Cola são encontrados em rótulos de garrafas de 600 ml — e de 1,5 litro em alguns estados. A instituição argumenta que, embora não exista cobrança adicional pelo adesivo, o consumidor precisa comprar o produto da marca para ter acesso a parte do material necessário para completar o álbum.
A parceria comercial entre as empresas reserva uma página dupla do álbum para as chamadas figurinhas especiais da Coca-Cola. Entre os jogadores retratados estão nomes como Lamine Yamal, Harry Kane, Virgil van Dijk e Gabriel Magalhães.
Coca-Cola nega irregularidade na promoção
A Coca-Cola Brasil afirmou que a campanha está dentro das regras e declarou que os cromos distribuídos nos rótulos são brindes promocionais. A empresa informou ainda que as figurinhas especiais poderão ser adquiridas posteriormente por meio da Panini. A fabricante de bebidas negou a existência de venda casada e destacou que a iniciativa faz parte de uma parceria comercial para o álbum oficial do torneio.
O Idec informou que a denúncia será analisada pelos órgãos de defesa do consumidor, que deverão avaliar se a estratégia comercial segue as normas previstas na legislação. A colaboração entre Coca-Cola e Panini ocorre desde a edição da Copa do Mundo de 2022, realizada no Catar.



