O avanço das chuvas e as cheias dos rios no Amazonas têm aumentado os riscos à saúde da população, principalmente em áreas atingidas por alagações. Diante desse cenário, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP) reforçou as orientações para prevenção de doenças relacionadas à água contaminada e acidentes com animais peçonhentos.
Cheias favorecem doenças
Segundo o órgão, as enchentes favorecem a dispersão de lixo e esgoto, comprometendo a qualidade da água utilizada para consumo e ampliando a presença de serpentes, escorpiões e outros animais em áreas próximas às residências.
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, informou que a fundação mantém o monitoramento epidemiológico e presta apoio técnico aos municípios afetados pelas cheias. Entre as ações desenvolvidas estão a distribuição de hipoclorito de sódio a 2,5% e orientações para o tratamento da água destinada ao consumo humano.
Entre os principais agravos acompanhados neste período está a Doença Diarreica Aguda (DDA). Dados da FVS-RCP apontam que, entre janeiro e maio de 2026, foram registrados cerca de 91 mil casos no Amazonas. Aproximadamente 40% das notificações ocorreram em Manaus. No interior, Tefé e Parintins aparecem entre os municípios com maior número de registros.
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O diretor de Vigilância Epidemiológica da fundação, Alexsandro Melo, destaca que medidas como filtrar, ferver ou clorar a água podem reduzir o risco de adoecimento. Ele também recomenda evitar o contato direto com águas de enchentes e utilizar equipamentos de proteção, como botas e luvas, durante a limpeza de áreas alagadas.
Outro ponto de atenção é a ocorrência de acidentes com animais peçonhentos. De acordo com o diretor de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, Elder Figueira, a subida das águas altera o habitat desses animais, que passam a buscar locais secos para abrigo, aproximando-se de comunidades e áreas urbanas.
No primeiro trimestre deste ano, o Amazonas registrou 1.042 acidentes com animais peçonhentos. Já os casos de leptospirose somaram 11 ocorrências entre janeiro e maio de 2026. No mesmo período do ano passado, foram contabilizados 13 casos, o que representa redução de 15,4%.
Até o momento, mais de 2,1 milhões de frascos de hipoclorito de sódio a 2,5% foram distribuídos para os municípios amazonenses. O produto é utilizado no tratamento da água para consumo, especialmente em localidades mais vulneráveis aos impactos das cheias.



