Pessoas com viagem marcada para acompanhar a Copa do Mundo de 2026 devem atualizar a carteira de vacinas antes do embarque. A recomendação é voltada principalmente para a proteção contra o sarampo, diante dos surtos registrados nos Estados Unidos, Canadá e México, países que vão sediar o torneio a partir de 11 de junho.
Segundo orientações de profissionais da área de imunização, pessoas que não receberam as doses necessárias contra o sarampo ou estão com o esquema vacinal incompleto têm maior risco de contrair a doença em ambientes com grande circulação internacional de pessoas, como ocorre durante eventos esportivos de grande porte.
O vírus do sarampo é transmitido pelo ar e pode se espalhar por meio da fala, tosse, espirro ou respiração. A recomendação é que os viajantes atualizem a vacinação pelo menos 15 dias antes da viagem, período necessário para que o organismo desenvolva proteção adequada. Caso isso não seja possível, a orientação é receber ao menos uma dose antes do embarque.
A imunização é feita por meio das vacinas tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e tetraviral, que também inclui proteção contra varicela. Crianças de 6 a 11 meses e 29 dias devem receber a chamada dose zero. Já adultos entre 30 e 59 anos precisam tomar uma dose de rotina. Pessoas de 12 meses até 29 anos devem completar duas doses, com intervalo de 30 dias entre elas.
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Outras vacinas
Além do sarampo, viajantes também devem ficar atentos à vacinação contra febre amarela. O Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP), documento que comprova a imunização, é exigido em mais de 120 países, incluindo destinos utilizados em conexões aéreas para a América do Norte, como Colômbia e Panamá.
O certificado só passa a ter validade dez dias após a aplicação da vacina. Por isso, a orientação é que passageiros que ainda não receberam a dose procurem atendimento com antecedência para evitar problemas durante a viagem.
A emissão do CIVP pode ser feita pela plataforma “Meu SUS Digital”. Quem já tomou a vacina, mas não consegue emitir o documento, pode apresentar o comprovante em uma unidade de saúde para atualização do cadastro no sistema.
A vacina contra a febre amarela é indicada para pessoas entre 9 meses e 59 anos e oferece proteção permanente com apenas uma dose.



