O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a prisão preventiva de Ademar Farias Cardoso Neto, investigado no processo relacionado à morte de Djidja Cardoso, ex-sinhazinha do Boi Garantido. A decisão foi tomada em análise de pedido de liberdade apresentado pela defesa, com negativa do relator responsável pelo caso.
Ademar Farias Cardoso Neto está preso desde maio de 2024. No pedido de soltura, os advogados alegaram que o acusado estaria submetido a uma prisão prolongada sem justificativa suficiente, apontando que o processo permanece sem andamento há aproximadamente 153 dias após a anulação da sentença anterior. A defesa também solicitou a substituição da prisão por medidas cautelares alternativas, enquanto o caso segue em tramitação no Judiciário.
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Ao analisar o pedido, o ministro relator entendeu que não foram apresentados elementos que justificassem a revogação da prisão preventiva. Na decisão, foi considerado que o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) já havia indicado fundamentos para a manutenção da custódia, incluindo a gravidade das acusações e a necessidade de garantir o andamento do processo.
O STJ também determinou a solicitação de informações atualizadas sobre o caso ao juízo de primeira instância e ao TJAM. Paralelamente, outro pedido de liberdade relacionado ao processo, desta vez em nome de Cleusimar de Jesus Cardoso, mãe de Djidja Cardoso, ainda aguarda análise.
O processo tem origem em investigações abertas após a morte de Djidja Cardoso e envolve acusações como tráfico de drogas e associação para o tráfico, com referência à substância cetamina. Em 2025, a condenação anterior foi anulada pelo TJAM sob o entendimento de que houve falhas no direito de defesa, especialmente relacionadas ao acesso a provas periciais.



