O Corpo de Bombeiros do Amazonas entrou no quarto dia de buscas por cinco pessoas desaparecidas após o naufrágio da lancha Lima de Abreu XV, ocorrido na última sexta-feira (13), no Encontro das Águas, em Manaus. Nesta segunda-feira (17), foi localizado o corpo do músico gospel Fernando Grandêz, de 39 anos.
Com a nova confirmação, o número de mortes chegou a três. As outras vítimas fatais são uma criança de três anos e uma mulher. Ao todo, 71 pessoas foram resgatadas com vida ainda no dia do acidente, segundo os bombeiros.
De acordo com a corporação, a área de varredura já ultrapassa 120 quilômetros rio abaixo. As equipes contam com apoio da Secretaria de Segurança Pública e da Defesa Civil do Amazonas.
A lancha, que pertence à empresa Lima de Abreu Navegações, havia saído de Manaus com destino a Nova Olinda do Norte quando naufragou. No domingo (15), o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, coronel Muniz, informou que não era possível divulgar uma lista oficial de desaparecidos porque o documento com os nomes dos passageiros foi extraviado no acidente.
“Agora, uma lista oficial é prudente a gente não carimbar. Há especulações. Nós temos nomes reclamados pelos parentes, mas não divulgamos ainda de forma oficial como sendo as pessoas que estão desaparecidas”, afirmou o comandante na ocasião.
Com o avanço das buscas e a revisão das informações repassadas por familiares, o número de desaparecidos foi atualizado para cinco.
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Família de músico morto em naufrágio pede justiça
Fernando Grandêz era cantor gospel e bastante conhecido em congregações da Assembleia de Deus em Manaus. Ele está sendo velado nesta terça-feira (17) em uma igreja da denominação na capital. Segundo a irmã, Fernanda Grandêz, o músico viajava para cumprir um compromisso profissional: havia sido convidado para cantar no aniversário de um familiar de um amigo, em Nova Olinda do Norte.
De acordo com a família, o músico tinha receio de viajar de barco, pois não sabia nada, mas aceitou o convite e planejava retornar a Manaus na segunda ou terça-feira. Durante o velório, parentes pediram justiça e criticaram o fato de o condutor da lancha responder ao caso em liberdade. A família também defende que o proprietário da embarcação seja responsabilizado.
As investigações sobre as causas do naufrágio seguem sob responsabilidade da Polícia Civil e da Marinha.

