O crescimento dos casos de sarampo nos Estados Unidos, México e Canadá, países que receberão partidas da Copa do Mundo de 2026, motivou um alerta das autoridades de saúde brasileiras para a importância da vacinação antes das viagens ao torneio.
Dados recentes mostram que os três países concentram cerca de 70% das ocorrências registradas da doença nas Américas. O cenário tem levado órgãos de saúde a reforçar medidas de prevenção para turistas que pretendem acompanhar os jogos.
No Canadá, mais de 5 mil casos foram registrados no último ano, número que levou o país a perder a certificação de área livre do sarampo. Em 2026, já foram confirmadas outras 124 infecções.
A situação também preocupa no México, onde os registros passaram de sete casos em 2024 para 6.152 em 2025. Somente em janeiro deste ano, foram contabilizados 1.190 casos, conforme dados preliminares.
Nos Estados Unidos, foram registrados 2.144 casos ao longo de 2025. Em janeiro de 2026, o país já havia confirmado mais 721 ocorrências da doença.
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No Brasil, o Ministério da Saúde acompanha o cenário diante do risco de reintrodução do vírus. Em 2025, foram notificados 38 casos de sarampo no país, todos relacionados à importação da doença. Já em janeiro deste ano, dois novos casos foram registrados: uma mulher de 22 anos, no Rio de Janeiro, e um bebê de seis meses, em São Paulo. Segundo as autoridades, ambos não possuíam histórico de vacinação.
Casos de sarampo
Diante do aumento de casos nos países-sede da Copa, o Ministério da Saúde lançou uma campanha orientando viajantes a verificarem sua situação vacinal antes do embarque.
A recomendação é que crianças de 6 a 11 meses recebam a chamada “dose zero” da vacina pelo menos 15 dias antes da viagem. Pessoas de 12 meses a 29 anos devem ter recebido duas doses do imunizante. Já adultos entre 30 e 59 anos precisam comprovar pelo menos uma dose ao longo da vida.
A orientação também inclui a aplicação da vacina Tríplice Viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, com antecedência mínima de 15 dias da viagem. As doses são oferecidas gratuitamente nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).
O sarampo é uma doença infecciosa de alta transmissibilidade, disseminada por meio da tosse, da fala e da respiração. A transmissão pode ocorrer antes mesmo do aparecimento dos sintomas.
Entre os sinais mais comuns estão febre alta, tosse persistente, coriza, irritação nos olhos e manchas vermelhas na pele, que costumam surgir inicialmente no rosto e depois se espalhar pelo corpo. Os sintomas geralmente aparecem entre sete e 14 dias após a exposição ao vírus.
A doença pode provocar complicações graves, especialmente em crianças, adultos e gestantes. Entre os possíveis quadros estão pneumonia, infecções de ouvido, encefalite, parto prematuro e baixo peso ao nascer.



