O caso envolvendo o cantor Isaque Benchimol da Silva, conhecido como Zay Benchimol, ganhou novos desdobramentos nesta semana em Jutaí, no interior do Amazonas. O artista participou de sessão na Câmara Municipal para falar sobre a denúncia de agressão sofrida durante um evento oficial da Prefeitura.
Segundo relato apresentado pelo cantor, o episódio ocorreu no dia 9 de maio, durante uma programação pública organizada pelo município. Na ocasião, a secretária municipal de Cultura, Meiry Jany Coelho de Oliveira, teria determinado o desligamento do microfone do artista enquanto ele se apresentava.
Após deixar o local, Zay afirma ter sido agredido fisicamente pelo marido da secretária e também pela própria gestora. O cantor relatou ter sofrido lesão na boca e sangramento. O caso foi registrado no Boletim de Ocorrência nº 00143120/2026 e encaminhado ao Ministério Público do Amazonas (MPAM).
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Cantor pediu providências sobre o caso
Durante a sessão na Câmara, o artista utilizou a tribuna para pedir providências sobre o caso e também se retratou por declarações feitas anteriormente nas redes sociais, quando chamou vereadores de “corruptos”. Segundo ele, a manifestação ocorreu após o episódio e em meio à repercussão do caso.
A sessão foi marcada por divergências entre parlamentares sobre a atuação da Câmara diante da denúncia. A vereadora Elisanha Souza afirmou que a apuração dos fatos cabe aos órgãos de segurança pública e ao Judiciário. Já o vereador José Marques negou que tenha ocorrido censura prévia contra o cantor em sessão anterior e solicitou uma nova retratação pública do artista em defesa da imagem do Legislativo municipal.
Mesmo diante das discussões, o presidente da Câmara, Edmundo Almeida, informou que a secretária municipal deverá ser convocada para prestar esclarecimentos sobre o episódio.
A defesa do cantor afirmou que acompanha o caso nas esferas competentes e declarou que irá atuar para garantir o direito de manifestação do artista. O episódio também gerou repercussão entre representantes da classe artística local, que cobram investigação das agressões e posicionamento da administração municipal sobre o caso.
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