Segundo as investigações, agiotas que enfrentavam dificuldades para receber valores emprestados passaram a negociar as dívidas com traficantes. A partir disso, integrantes das facções assumiam as cobranças utilizando ameaças, violência e aplicação de juros elevados.
De acordo com a polícia, dívidas consideradas pequenas podiam aumentar rapidamente após serem repassadas aos criminosos. Em alguns casos investigados, valores iniciais de R$ 10 mil chegaram a cobranças de até R$ 40 mil.
As apurações apontam que vítimas inadimplentes eram submetidas a extorsões, cárcere privado, sequestros e agressões. A polícia também investiga casos de homicídios consumados e tentados relacionados ao esquema.
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Operação conjunta
A operação é coordenada pelos 12º e 20º Distritos Integrados de Polícia (DIPs), com apoio do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), da Secretaria Executiva Adjunta de Operações (Seaop) e da Polícia Militar do Amazonas (PMAM).
Ao todo, estão sendo cumpridos 26 mandados de prisão preventiva e 31 mandados de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias, o sequestro de 42 veículos e sete imóveis, além da suspensão das atividades de sete empresas ligadas aos investigados.
Durante as ações realizadas nas primeiras horas da manhã, sete pessoas foram levadas para a sede da Delegacia Geral, no bairro Dom Pedro, zona Centro-Oeste de Manaus. Entre os presos estão cinco homens e duas mulheres.
A Polícia Civil informou ainda que uma das organizações investigadas movimentou mais de R$ 24 milhões em atividades ilícitas. O esquema de lavagem de dinheiro, segundo as investigações, também teria ramificações nos estados de Santa Catarina, Paraíba e Roraima.
As investigações continuam e novas prisões podem ocorrer nos próximos dias.



