O coronel Muniz, do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, revelou que uma possível reação química interna espontânea pode ter causado o vazamento de estireno registrado em uma empresa de Manaus. A ocorrência começou por volta das 17h e mobilizou equipes especializadas em produtos perigosos para controlar a situação e evitar novos riscos.
Segundo o coronel, o estireno que estava no interior de um tanque passou por uma reação que elevou a temperatura do equipamento. O processo ainda estava em andamento durante o atendimento, o que exigiu o resfriamento contínuo do tanque.
“O estireno, que é o líquido, ainda está reagindo, transformando a parte líquida em sólida. É essa reação química que aquece o interior do tanque. Enquanto houver essa mudança de estado físico da matéria que está no interior do tanque, há o efeito exotérmico, então a temperatura interna continua elevada. Por isso existe a necessidade de continuar resfriando.”
O coronel explicou que uma perícia deverá confirmar a causa do vazamento, mas a avaliação inicial aponta para uma reação química dentro do próprio tanque.
“Uma reação química interna espontânea pode acontecer. Vai ser feita uma perícia, mas tudo indica que começou por uma reação interna espontânea no tanque.”
A ocorrência envolveu mais de 10 viaturas de combate a incêndio e cerca de 35 bombeiros militares, além dos brigadistas da empresa. Uma equipe especializada em produtos perigosos e profissionais da área de saúde também foram deslocados para atuar no atendimento.
“Trouxemos nossa equipe especialista em ocorrência com produtos perigosos, que são profissionais extremamente qualificados, além de uma equipe de saúde para atender nossos servidores ou os brigadistas, caso fosse necessário.”
Coronel detalha ocorrência
De acordo com o Corpo de Bombeiros, apenas um tanque foi afetado pelo vazamento. Após a identificação do problema, os sistemas de segurança foram acionados e quatro canhões de água passaram a ser utilizados para manter o resfriamento do equipamento.
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O coronel informou ainda que os trabalhadores permanecem afastados da área até que as condições sejam consideradas seguras.
“Os trabalhadores não estão autorizados a retomar suas atividades. Esse é um trabalho que vai continuar e todos retornarão quando estiver em plena segurança.”
O vazamento provocou um odor semelhante ao de solvente na região. Segundo os Bombeiros, o estireno pode causar irritação quando inalado em grande quantidade, mas a população que sentiu o cheiro não precisa entrar em alerta neste momento.
“O risco é que ele irrita se for respirado em grande quantidade. A população que sentiu o odor não precisa se preocupar de uma forma mais grave. Se tiver uma irritação mais acentuada, pode procurar um médico.”
Ainda conforme a corporação, o produto liberado tende a se dispersar lentamente na atmosfera. As equipes seguem no local acompanhando o resfriamento do tanque e mantendo o monitoramento da área junto com os brigadistas da empresa.

