A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) abriga a Vento Norte UEA, considerada pelos próprios integrantes como a primeira equipe universitária de foguetemodelismo do estado. O grupo reúne estudantes de engenharia e desenvolve foguetes experimentais com foco em aplicação prática de conhecimentos acadêmicos e participação em competições da área aeroespacial.
A formação da equipe surgiu a partir de um projeto estudantil que, inicialmente, tinha como objetivo o desenvolvimento de um CubeSat, um pequeno satélite. De acordo com o estudante Guilherme Machado Cardoso, a ideia evoluiu a partir da definição do método de lançamento do equipamento.
“Um grupo de alunos queria fazer um CubeSat, que é um satélite com o objetivo de verificar a umidade do ar, a temperatura e a questão do tempo. A forma de subir esse satélite seria por balão ou por um foguete, então optamos pelo foguete e assim surgiu a equipe”, explicou.
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Vento Norte UEA atua no desenvolvimento de foguetes
Atualmente, a Vento Norte UEA atua no desenvolvimento de foguetes experimentais e na preparação para sua primeira competição oficial na área. A equipe é formada por estudantes de diferentes cursos de engenharia, organizados em setores técnicos que envolvem desde eletrônica até aerodinâmica.
Além da atuação em competições, o grupo desenvolve o projeto de extensão “Propulsão nas Escolas”, voltado a estudantes de escolas públicas. A iniciativa busca aproximar conteúdos de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) da prática em sala de aula por meio da construção de mini foguetes.
Segundo Guilherme, o projeto foi criado com o objetivo de aproximar os estudantes do conteúdo científico de forma prática.
“O projeto foi criado para ensinar e incentivar crianças e adolescentes de escolas públicas que tenham interesse em aprender e aumentar o interesse na área STEM (Science, Technology, Engineering and Maths), mostrando na prática o que eles aprendem em química, física, matemática e ciências no ensino médio”, afirmou.
Ele destaca que as atividades permitem contato direto com conceitos de engenharia.
“No projeto, eles aprendem construindo mini foguetes, tendo contato com aerodinâmica e também com noções do propelente utilizado no combustível, sempre com foco na segurança e no aprendizado dos alunos”, disse.
Dentro da equipe universitária, os estudantes aplicam conhecimentos adquiridos em sala de aula em atividades práticas de engenharia aeroespacial.
“Temos alunos de quase todas as engenharias, cada um com um papel importante, desde a área eletrônica até a aerodinâmica do foguete. Eles colocam em prática conhecimentos que muitas vezes só teriam contato anos depois, dentro de um contexto real de desenvolvimento de foguetes”, explicou.
A equipe se prepara para participar da Latin American Space Challenge (LASC), que acontece entre os dias 2 e 5 de setembro, em Iacanga, São Paulo. O grupo representará a UEA com o foguete “Zagaia”, desenvolvido para a competição.



