Fundada em abril de 1970, a Rádio Cidade Tropical construiu sua história como uma das emissoras mais tradicionais da Amazônia. A rádio nasceu originalmente como Tropical FM 99,3 e ficou conhecida pelo pioneirismo tecnológico. Registros históricos apontam que a emissora foi a primeira rádio FM estéreo do Brasil e uma das pioneiras da América Latina nesse modelo de transmissão.
Na década de 1980, a emissora firmou parceria com a Rede Cidade, do Rio de Janeiro, consolidando o nome “Cidade Tropical” e ampliando sua audiência entre o público jovem e popular. Após o encerramento da rede nacional, em 1992, a rádio passou a investir em programação regional e fortaleceu ainda mais sua identidade amazonense.
Além dele, a bancada conta com André Tobias, Emerson Quaresma, Leanderson Lima e Rodrigo Araújo – profissionais reconhecidos principalmente pela atuação no jornalismo impresso.
“Durante toda a minha vida profissional trabalhei em jornais impressos de Manaus. Então, está sendo um grande desafio desbravar essa mídia fascinante”, comenta Rodrigo Araújo.
Para Emerson Quaresma, o retorno ao jornalismo por meio do rádio representa uma reconexão com a essência da comunicação popular.
“É um desafio aliar o estilo do jornal impresso à necessidade de comunicar de forma simples e direta em uma rádio popular, que, mesmo diante da concorrência da TV e da internet, continua sendo uma grande plataforma de comunicação de massa”, destaca.
Já o jornalista Leanderson Lima define a experiência como um reencontro afetivo.
“A Rádio Cidade faz parte da minha memória afetiva. Cresci ouvindo a emissora e, hoje, desenvolver um projeto especial aqui é algo realmente marcante”, afirma.
Legado histórico do Repórter Tropical
“Quando a gente criou a Rádio Cidade, o nosso objetivo sempre foi estar perto do povo. O rádio tem uma força que nenhuma outra mídia consegue substituir completamente: ele entra na casa das pessoas, acompanha o trabalhador, o motorista, o ribeirinho, o comerciante, o estudante. O ‘Repórter Tropical’ nasceu justamente desse compromisso de informar com rapidez, responsabilidade e credibilidade”, relembra Malheiros.
Segundo ele, o retorno do programa representa a continuidade de um legado construído ao longo de décadas. “Ver esse programa voltar ao ar hoje é motivo de muito orgulho. A tecnologia mudou, os meios mudaram, mas a essência da comunicação continua sendo servir às pessoas. Enquanto existir um amazonense ligando o rádio para buscar informação, a Rádio Cidade continuará tendo sentido”, afirma.
Malheiros também recordou o surgimento do “Repórter Tropical”, ainda nos anos 1970, ao lado de Paulo Feitosa e do coronel Orlando, em um período em que os plantões radiofônicos eram fundamentais para manter a população informada. “O legado que eu quero deixar é esse: ‘Se a Tropical não deu, não aconteceu’. A Rádio Cidade é um patrimônio do povo amazonense”, declarou.
Para ele, mesmo diante das transformações tecnológicas, o rádio segue preservando uma relação de proximidade e confiança com o público. “Mesmo com o avanço das plataformas digitais, dos podcasts e das redes sociais, o rádio continua tendo uma relação muito forte com o povo amazonense. O ‘Repórter Tropical’ volta justamente para reafirmar essa conexão que atravessa gerações. Mais do que um programa jornalístico, ele representa uma época em que Manaus acompanhava os principais acontecimentos pelo rádio — e eu acredito que essa essência continua viva até hoje, tanto entre os ouvintes antigos quanto entre os mais jovens”, conclui Antônio Malheiros.



