O governo do Amazonas decretou, nesta quinta-feira (11), estado de emergência climática e ambiental em caráter preventivo. A medida terá validade de 180 dias e foi adotada diante de projeções que indicam a possibilidade de uma estiagem severa no estado, associada aos efeitos do fenômeno El Niño.
O decreto, de nº 54.274, estabelece uma série de ações voltadas à prevenção e preparação para possíveis impactos climáticos, como redução do nível dos rios, aumento de temperaturas, incêndios florestais e dificuldades no abastecimento de comunidades ribeirinhas e municípios do interior.
Segundo o governo estadual, a decisão foi baseada em análises técnicas de órgãos de monitoramento climático e em dados da Defesa Civil do Amazonas, que acompanham o comportamento dos rios e as condições meteorológicas na região. A proposta é fortalecer a atuação integrada entre secretarias e órgãos estaduais.
Amazonas tem comitê de enfrentamento de eventos climáticos
O comitê responsável pelo enfrentamento de eventos climáticos e ambientais ficará encarregado de coordenar as ações previstas no decreto, com foco em planejamento e resposta rápida caso o cenário de estiagem se confirme.
LEIA TAMBÉM: Amazonas é o segundo estado brasileiro com maior número de pessoas registradas como Neymar
A Defesa Civil do Amazonas vai atuar no monitoramento hidrológico e meteorológico, além de produzir alertas e informações para apoio às decisões do poder público e orientação da população. O órgão também informou que equipes municipais foram capacitadas para atualização de planos de contingência.
O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas deve intensificar as ações de prevenção e combate a incêndios florestais durante o período de seca. A corporação ampliou sua estrutura operacional nos últimos anos, com aumento de efetivo e expansão da presença em municípios do interior.
Órgãos ambientais estaduais, como a Secretaria de Meio Ambiente e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas, também irão reforçar o monitoramento de áreas de risco, fiscalização e ações de orientação para reduzir focos de queimadas e degradação ambiental.
Além disso, outras áreas do governo, como saúde, educação e produção rural, devem atuar de forma integrada para reduzir impactos da estiagem em comunidades vulneráveis e garantir a continuidade de serviços essenciais.



