A influenciadora digital Gabriela Gadelha, de 23 anos, ganhou repercussão nacional após ser presa em Manaus por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas sintéticas, como cetamina. Com mais de 100 mil seguidores nas redes sociais, a jovem costumava compartilhar conteúdos sobre música eletrônica, festas rave, rotina de treinos e momentos do dia a dia com os fãs.
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Gabriela foi presa na noite de quinta-feira (30), junto com o namorado, identificado como Perrone, e uma terceira pessoa, durante uma operação da Polícia Militar no bairro Dom Pedro, na Zona Centro-Oeste de Manaus. Segundo as investigações, o grupo utilizava um imóvel da região como ponto de armazenamento, preparo e distribuição de entorpecentes.
Gabriela Gadelha: quem é a influenciadora presa com cetamina no AM
Nas redes sociais, Gabriela se apresentava como entusiasta da música eletrônica e frequentemente publicava imagens em festas rave, além de vídeos de academia, viagens e reflexões pessoais. Parte dos conteúdos também envolvia apostas e jogos online.
De acordo com a polícia, as investigações apontam que o namorado da influenciadora, identificado como Perrone, usava o alcance das redes sociais de Gabriela para promover eventos do universo eletrônico, que agora são apurados por possível ligação com a distribuição de drogas sintéticas.
A prisão aconteceu após equipes da Rocam receberem denúncias anônimas de moradores sobre um forte odor característico de entorpecentes vindo de uma quitinete no bairro Dom Pedro.
Ao entrarem no imóvel, os policiais encontraram os três suspeitos e diversas substâncias que estavam sobre uma mesa sendo preparadas para embalo.
Entre os materiais apreendidos, chamou atenção um frasco de cetamina, substância anestésica de uso humano e veterinário que também é conhecida no mercado ilegal como “Special K”. Além disso, os agentes localizaram haxixe, ecstasy, MD, balanças de precisão, uma seladora a vácuo, celulares, dinheiro em espécie e uma máquina de cartão.
Segundo a polícia, o apartamento apresentava características de um laboratório usado para armazenamento e distribuição de drogas.
Os três suspeitos foram encaminhados ao 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde o caso foi registrado e segue sob investigação. Até a publicação desta reportagem, a defesa dos envolvidos não havia se manifestado.



