Uma paralisação no sistema de transporte coletivo de Manaus provocou transtornos para passageiros nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (27). A mobilização, realizada em meio às discussões sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê mudanças na escala de trabalho 6×1, impactou o funcionamento dos terminais de integração e causou lentidão em vias de grande circulação da capital.
A interrupção ocorreu logo no início da manhã e surpreendeu trabalhadores e estudantes que utilizavam o transporte público. Em alguns pontos da cidade, passageiros foram orientados a desembarcar dos ônibus e seguir o trajeto a pé.
Os principais reflexos foram registrados no Terminal de Integração 1 (T1) e na Avenida Constantino Nery, uma das principais vias de Manaus. Com parte da frota parada temporariamente, plataformas de embarque ficaram lotadas e o trânsito apresentou retenções ao longo da região.
Durante o protesto, usuários caminharam pelas calçadas e corredores do sistema BRT para tentar chegar aos locais de trabalho e estudo. A paralisação também afetou o fluxo de veículos em bairros das zonas Centro-Sul e Oeste da cidade.
Paralisação pela escala 6×1
A manifestação ocorreu no mesmo dia em que está prevista a votação, em comissão especial da Câmara dos Deputados, do relatório da PEC 221/19, que propõe mudanças na jornada de trabalho. O texto prevê a redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas, além da adoção da escala de cinco dias de trabalho com dois dias de descanso, sem redução salarial.
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Segundo a proposta apresentada pelo relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), a mudança seria implementada em etapas. Após a promulgação da PEC, a jornada passaria inicialmente para 42 horas semanais e, em até 14 meses, seria reduzida para 40 horas.
O relatório também estabelece dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Trabalhadores considerados “hipersuficientes”, com nível superior e remuneração acima de determinados valores previstos na legislação, poderão ter regras diferenciadas mediante acordo coletivo ou decisão do empregador.
Após a paralisação relâmpago, os ônibus voltaram a circular normalmente. O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informou que a frota foi restabelecida e que o sistema retomou a operação integral ainda durante a manhã. Apesar disso, o trânsito continuou lento em alguns pontos da cidade devido aos reflexos da interrupção temporária.



