A quarta etapa da Operação Tamoiotatá 6 foi encerrada no sábado (9) com a aplicação de R$ 57,2 milhões em multas por infrações ambientais no sul do Amazonas. As ações foram coordenadas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e resultaram ainda no embargo de mais de 8,2 mil hectares de áreas desmatadas, extensão equivalente a aproximadamente 11 mil campos de futebol.
As fiscalizações ocorreram entre os dias 21 de abril e 10 de maio nos municípios de Apuí, Humaitá, Canutama e Lábrea. As equipes atuaram em áreas rurais e em ramais próximos às rodovias BR-319 e BR-230, regiões consideradas estratégicas para o monitoramento de crimes ambientais.
De acordo com o Ipaam, as infrações identificadas incluem desmatamento ilegal, descumprimento de embargos ambientais, impedimento da regeneração natural da vegetação e atividades agropecuárias sem licença ambiental. Parte das ações foi direcionada para áreas apontadas por imagens de satélite e denúncias encaminhadas aos órgãos de fiscalização.
Na base de Apuí, foram registrados 46 autos de infração e 17 termos de embargo, totalizando R$ 49,4 milhões em multas. Já na base de Humaitá, que também abrange operações em Canutama e Lábrea, foram emitidos 29 autos de infração e 10 termos de embargo e interdição, com multas que somam R$ 7,7 milhões.
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Segundo o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, a operação conta com integração entre órgãos estaduais e federais para ampliar o monitoramento ambiental nas áreas com maior pressão de desmatamento. O gerente de Fiscalização Ambiental do instituto, Marcelo Barroncas, informou que as equipes também verificaram áreas já embargadas anteriormente para identificar possíveis casos de reincidência.
Os autuados têm prazo de até 20 dias para apresentar defesa administrativa ou realizar o pagamento das multas. Os recursos arrecadados são destinados ao Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema), administrado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).
A Operação Tamoiotatá 6 reúne equipes do Ipaam, Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, além do apoio do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), vinculado ao Ministério da Defesa.
A iniciativa está estruturada em 15 etapas, com duração média de 20 dias cada, e deve seguir até dezembro de 2026, período considerado crítico para ocorrências de desmatamento e queimadas no estado.



