Uma força-tarefa municipal interrompeu, em caráter de urgência, as atividades de um canteiro de obras no conjunto Parque Mosaico, na zona Oeste de Manaus. A medida, executada na quarta-feira (13/05), ocorreu em menos de 24h após a morte do operário Luciano Ferreira dos Santos, que tinha 30 anos, momento em que ele realizava instalação de tubulações de esgoto.
Mesmo com o alvará de construção em dia e com validade até 2027, o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) determinou pelo embargo total da obra. A decisão foi baseada no risco iminente à segurança dos demais trabalhadores e na necessidade de uma perícia detalhada sobre as causas do desmoronamento durante a escavação.
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O diretor-presidente do Implurb, Antonio Peixoto, explicou que a posse de documentos não autoriza a execução de serviços fora das normas de segurança. “O Código de Obras nos dá o poder de paralisar qualquer empreendimento que coloque vidas em risco. O embargo é uma medida de segurança necessária até que cada falha seja corrigida”, afirmou.
A operação contou com o apoio da Defesa Civil, que monitora a estabilidade do solo na área do acidente. Conforme técnicos, a retomada dos trabalhos está condicionada à apresentação de novos laudos que garantam a proteção total dos operários.
Próximos passos
- Investigação: A perícia técnica e a polícia civil apuram se houve negligência nos protocolos de segurança.
- Adequação: A construtora deverá providenciar correções imediatas para tentar liberar o canteiro.
- Assistência: A empresa responsável informou, por meio de seu mestre de obras, que está oferecendo suporte à família da vítima e colaborando com as autoridades.
Em nota, a gestão de Manaus lamentou o ocorrido e reforçou que a fiscalização será intensificada em grandes empreendimentos da capital para evitar que novas tragédias voltem a acontecer.



