O Ministério Público Federal ingressou com uma ação civil pública contra quatro pessoas investigadas por envolvimento em uma operação de extração ilegal de cassiterita no Parque Nacional Mapinguari, no município de Lábrea, no sul do Amazonas. Segundo a ação, o garimpo ilegal destruiu uma área equivalente a 61 campos de futebol, cerca de 44 hectares de floresta amazônica.
A cassiterita, minério explorado de forma clandestina na região, é utilizada como fonte de estanho em diferentes cadeias industriais.
Os levantamentos técnicos da Polícia Federal e do ICMBio indicam que a atividade utilizou maquinário de grande porte e técnica de desmonte hidráulico. O impacto direto atingiu aproximadamente 39,3 hectares de vegetação nativa de floresta ombrófila densa, além de danos em cerca de 4,8 mil metros de cursos d’água em áreas de preservação permanente.
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Investigação do garimpo ilegal
A investigação aponta ainda que a atividade teria sido iniciada em 2007 dentro da unidade de conservação federal, onde a exploração mineral é proibida por lei.
Na ação, o MPF solicita a condenação dos envolvidos ao pagamento de mais de R$ 2,1 milhões por danos materiais e ambientais e R$ 1 milhão por danos morais coletivos. Também é pedido que os réus sejam obrigados a apresentar e executar um plano de recuperação das áreas degradadas.
O processo tramita sob o número 1024297-81.2026.4.01.3200.



