No Dia Nacional da Doação de Leite Humano, celebrado nesta terça-feira (19), a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) reforçou a mobilização para ampliar o número de doadoras no estado. A rede estadual contabilizou, em 2025, mais de 3 mil litros de leite humano arrecadados, beneficiando 7.099 recém-nascidos.
Segundo a SES-AM, 2.302 mães participaram da rede de doação neste ano. O leite coletado é destinado, principalmente, a bebês prematuros e de baixo peso internados em maternidades e Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) neonatais.
O Amazonas possui 26 postos de coleta distribuídos entre a capital e municípios do interior, formando a maior rede de Bancos de Leite Humano da região Norte, conforme dados da Rede Nacional de Bancos de Leite Humano, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
A secretária estadual de Saúde, Nayara Maksoud, destacou que a doação contribui para o atendimento de recém-nascidos em situação de vulnerabilidade. Segundo ela, o leite materno é essencial para o desenvolvimento e recuperação dos bebês atendidos nas unidades hospitalares da rede pública.
De acordo com a coordenadora do Banco de Leite Humano Fesinha Anzoategui, da Maternidade Balbina Mestrinho, enfermeira Rosilene da Silva, a procura pelo alimento aumentou neste ano devido ao crescimento no número de bebês atendidos. Ela informou que as equipes realizam ações de orientação sobre amamentação e incentivo à doação em maternidades, Unidades Básicas de Saúde (UBSs), universidades e comunidades.
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Rosilene explicou ainda que muitas mães desconhecem a possibilidade de continuar doando leite após a alta hospitalar. Segundo ela, a coleta é feita diretamente na residência das doadoras, o que facilita o processo.
A coleta do leite humano
Após a coleta, o leite passa por pasteurização antes de ser armazenado e distribuído às unidades de saúde. O procedimento garante a eliminação de bactérias e vírus, mantendo as propriedades nutricionais necessárias para os recém-nascidos.
A dona de casa Miryan da Silva, mãe de uma bebê prematura atendida pela Maternidade Ana Braga, afirmou que o leite humano foi importante para a recuperação da filha, nascida aos sete meses de gestação. Segundo ela, o acesso ao banco de leite contribuiu para o crescimento e desenvolvimento da criança.
Para se tornar doadora, a mulher precisa estar saudável e produzir leite excedente. Após o cadastro, as equipes dos bancos de leite orientam sobre a extração e armazenamento adequado do material.
As interessadas podem entrar em contato com os Bancos de Leite Humano da rede estadual pelos seguintes telefones: Maternidade Azilda Marreiro, no (92) 99170-5783; Maternidade Ana Braga, no (92) 99444-4946; e Banco de Leite Fesinha Anzoategui, da Maternidade Balbina Mestrinho, no (92) 99336-6060.



