A recusa de cédulas em circulação por instituições financeiras em Codajás, no interior do Amazonas, levou a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) a acionar o Banco Central do Brasil para apurar a situação. A medida foi tomada após moradores relatarem dificuldades para realizar depósitos e pagamentos com dinheiro em espécie no município.
De acordo com a Defensoria, as denúncias envolvem atendimentos prestados pelo Banco Bradesco e pela cooperativa de crédito Cresol. Clientes informaram que cédulas desgastadas, rasuradas ou danificadas têm sido rejeitadas, mesmo quando ainda mantêm mais de 50% de sua área original.
O caso passou a ser acompanhado pelo defensor público Thiago Torres, que recebeu os relatos no início deste mês. Segundo ele, a recusa ocorre em operações básicas, o que tem limitado o uso do dinheiro por parte da população local.
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Outro aspecto apontado nas denúncias diz respeito à circulação das mesmas cédulas recusadas. Moradores afirmam que notas rejeitadas nos caixas voltam a ser entregues pelas próprias instituições em saques e pagamentos, permanecendo em uso na cidade.
A regulamentação do Banco Central estabelece que cédulas danificadas devem ser aceitas por instituições financeiras quando conservam mais de metade do tamanho original. Embora a regra não se aplique diretamente ao comércio, a Defensoria aponta que a prática adotada pelos bancos tem influenciado a aceitação dessas notas por estabelecimentos locais, impactando a circulação de dinheiro em Codajás.
Além do Banco Central, o caso foi encaminhado ao Instituto de Defesa do Consumidor do Amazonas (Procon-AM) e à Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Estado. No ofício, a Defensoria solicita manifestação dos órgãos no prazo de até 20 dias. Caso não haja resposta ou medidas adotadas, a instituição poderá ingressar com ação judicial.

