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Saúde

Abril Azul: Quando seletividade alimentar em crianças com TEA é sinal de alerta

Gustavo Reis
Atualizado em 2026/04/02 at 2:19 PM
Gustavo Reis 2 dias atrás
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Quando seletividade alimentar em crianças com TEA acende alerta
Seletividade alimentar em crianças com TEA é um desafio para pais e responsáveis. (Foto: Divulgação)
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“Abril Azul” faz alusão ao mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), em conformidade com o estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU). Entre os desafios que geram dúvidas em pais e responsáveis está relacionada a alimentação de crianças com TEA.

Segundo a professora do curso de pós-graduação em Pediatria da Afya Educação Médica, Vanessa Mendes, é comum algum grau de seletividade alimentar em qualquer criança, principalmente nos primeiros anos de vida. No entanto, no caso de crianças autistas, esse comportamento tende a ser mais intenso e duradouro.

“O sinal de alerta é quando a criança passa a aceitar um repertório muito pequeno de alimentos, recusa grupos alimentares inteiros ou apresenta sofrimento importante durante as refeições. Também merece atenção quando isso começa a impactar o crescimento, o estado nutricional ou a rotina da família. Ou seja, deixa de ser apenas uma fase comum da infância e passa a trazer prejuízo real”, explica.

Ainda conforme a pediatra, seletividade alimentar em crianças com TEA está frequentemente ligada as questões sensoriais. Texturas, cheiros, temperaturas, cores e até a aparência dos alimentos podem interferir diretamente na aceitação.

“Aquilo que muitas vezes é interpretado como frescura pode, na verdade, representar desconforto genuíno para a criança”, destaca a médica.

Segundo Vanessa Mendes, o comportamento alimentar pode estar associado à rigidez, à necessidade de previsibilidade e à dificuldade com mudanças. Além disso, fatores como refluxo, constipação, dor abdominal, dificuldade de mastigação ou experiências negativas anteriores com alimentos, podem contribuir para o quadro, que geralmente é multifatorial.

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“Existem riscos de deficiência de nutrientes importantes, mesmo quando a criança está ingerindo uma quantidade suficiente. Isso pode repercutir no crescimento, na imunidade, na saúde intestinal, na disposição e até no comportamento”, alerta a professora da Afya.

Por isso, a especialista reforça que a seletividade alimentar mais importante não deve ser encarada como algo banal ou apenas uma característica do autismo, mas sim avaliada dentro do contexto clínico.

“Quando a alimentação vira uma batalha, a tendência é a recusa piorar. O ideal é trabalhar com rotina, previsibilidade e exposição gradual”, orienta.

Vanessa Mendes reforça que uma das estratégias é oferecer alimentos sem pressão, respeitar o tempo da criança e entender que, muitas vezes, o processo começa antes mesmo da ingestão, com o contato visual, o toque ou o cheiro dos alimentos. Manter horários organizados, evitar que a criança “belisque” ao longo do dia e apresentar novos alimentos junto aos já aceitos também são opções que podem ajudar, embora o processo exija constância e paciência.

“Crianças que comem pouquíssimos alimentos, têm dificuldade com texturas, apresentam engasgos, vômitos, constipação frequente ou alterações no crescimento devem ser avaliadas”, afirma.

Nesses casos, Vanessa Mendes reforça que o cuidado multidisciplinar é fundamental. A consulta com o pediatra costuma ser a porta de entrada, mas o acompanhamento pode envolver um nutricionista infantil, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e psicólogo.

“Nem toda seletividade alimentar é igual e, por isso, a abordagem também precisa ser individual”, afirmou.

Atendimentos

Em Manaus, a Afya Educação Médica mantém uma iniciativa voltada ao apoio para a comunidade, oferecendo atendimento gratuito em diversas especialidades médicas, incluindo nutrologia. O serviço faz parte das atividades práticas dos cursos de pós-graduação da instituição e amplia o acesso da população a cuidados especializados.

Os atendimentos são realizados mediante agendamento, na sede da Afya, situada na Avenida André Araújo, nº 2767, bairro Aleixo. “Com essa iniciativa, os médicos em formação nas suas especialidades conseguem atuar em casos reais, enquanto a comunidade é beneficiada com a oferta de atendimento especializado”, explica a diretora da unidade, Suelen Falcão.

A Afya de Manaus conta com estrutura premium, composta por sete salas de aula, 18 ambulatórios e duas salas para pequenos procedimentos. Interessados podem entrar em contato pelo telefone: (92) 99379-9297, para verificar a disponibilidade de vagas e realizar o agendamento.

Além de nutrologia, há atendimento em Endocrinologia, Geriatria, Dermatologia, Gastroenterologia, Ginecologia Ambulatorial, Pediatria Geral, Psiquiatria e Ultrassonografia. Mais informações podem ser conferidas em: https://educacaomedica.afya.com.br/.

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Gustavo Reis 02/04/2026 02/04/2026
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Por Gustavo Reis
Gustavo Reis é formado em jornalismo e colabora com o Segundo a Segundo na produção de matérias para as editorias de Oportunidade, Cultura e Cidades.
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