A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) deflagou operação policial, por meio da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Manacapuru (a 68 quilômetros de Manaus), que resultou na prisão de um homem de 47 anos, investigado por simular a própria morte para receber cerca de R$ 500 mil.
Conforme o delegado John Castilho, as investigações tiveram início após receberem informações do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), que recebeu da seguradora a comunicação de inconsistências nos documentos apresentados pelo autor e por sua esposa, de 41 anos, que também está sendo investigada por participação no crime.
“Eles contrataram um seguro de vida e, cerca de um mês depois, solicitaram o pagamento no valor de meio milhão de reais. À instituição, foi apresentada uma certidão de óbito registrada em novembro de 2025, na qual a suposta causa da morte dele seria problemas pulmonares”, relatou o delegado.
De acordo com Castilho, além da fraude envolvendo o seguro, também foram identificados outros crimes, incluindo a posse de diversos documentos falsos, como identidades, carimbos médicos e atestados adulterados, além da utilização de seis Cadastros de Pessoas Físicas (CPFs).
LEIA TAMBÉM: Homem é preso após usar I.A para manipular e vender fotos da vizinha nua em Manaus
“Durante esse período em Manacapuru, eles também tentaram obter benefício de aposentadoria junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), por meio de um laudo médico falso na área de ortopedia, além de atestados com assinatura falsificada de um médico do hospital da cidade, que comprovadamente nunca autorizou o uso de sua assinatura”, informou o delegado.
Com base nos fatos, foi representada pelas prisões preventivas do casal, sendo deferida apenas a prisão do homem e aplicadas medidas cautelares à mulher, sob o argumento de que o crime não envolveu violência ou grave ameaça.
O homem foi localizado escondido em uma residência no bairro Lago Azul, zona norte de Manaus, onde foi dado cumprimento à ordem judicial. As investigações continuam para identificar possíveis desdobramentos do caso e participação de outras pessoas na falsificação dos documentos utilizados.
O suspeito responderá pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica, uso de documento falso e falsidade material de atestado ou certidão. Ele passará por audiência de custódia e ficará à disposição do Poder Judiciário.

