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Economia

Dia da Mandioca: o reposicionamento que transformou o tucupi milenar no shoyo Amazônico 

Redação
Atualizado em 2026/04/22 at 11:22 AM
Redação 2 horas atrás
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Mandioca. (Foto: Divulgação)
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No Dia Nacional da Mandioca, a Manioca, empresa paraense referência em ingredientes da sociobiodiversidade, que integra o portfólio da AMAZ Aceleradora de Impacto, celebra o sucesso de uma estratégia que uniu tradição e visão de mercado: o reposicionamento do Tucupi Preto como o Shoyu Amazônico. A mudança de nomenclatura e identidade visual, consolidada no rebranding de 2025, resultou em um crescimento de 35% nas vendas do produto.

A estratégia acompanha o avanço de negócios que transformam ativos da sociobiodiversidade em produtos de valor agregado, ampliando a presença de sabores amazônicos nas gôndolas de grandes centros urbanos e conectando tradição, inovação e identidade regional. 

A mudança de nomenclatura para ‘shoyu amazônico’ não foi uma decisão de laboratório, mas uma resposta ao comportamento do consumidor. De acordo com Joanna Martins, fundadora da Manioca, os clientes já associavam naturalmente a cor, o sabor intenso e a função culinária do tucupi preto ao molho de soja oriental. 

“A ideia veio do relato dos próprios clientes. No rebranding em 2025, entendemos que era a hora de facilitar o entendimento do consumidor de fora da Amazônia”, explica Joanna.

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O produto reúne notas de dulçor, acidez, defumado e o umami – o quinto sabor que ajuda a tornar tudo mais gostoso. ” O tucupi é um representante central do umami que está presente também em queijos e outros alimentos fermentados”, complementa Joanna Martins. 

O diferencial do shoyo Amazônico é a naturalidade, já que possui apenas 3 ingredientes: mandioca, água e sal – e até 80% menos sódio que os shoyus tradicionais, na versão light – enquanto os molhos de soja industrializados e comercializados no Brasil contém até 11 ingredientes.

Celebrado em 22 de abril, o Dia da Mandioca foi criado para valorizar a importância histórica, cultural e econômica dessa raiz para o Brasil.  A data escolhida pela Embrapa coincide com a do descobrimento do Brasil e ressalta que a mandioca já era a base dos povos indígenas que viviam aqui, quando as caravelas portuguesas chegaram no litoral do nordeste.

Mandioca e as raízes na floresta

O sucesso comercial do “shoyu da floresta” reflete diretamente na base da pirâmide produtiva. Através do Programa Raízes, a Manioca estabelece parcerias com 23 agricultores familiares do Pará oferecendo suporte técnico e acompanhando as necessidades do produtor.

“É sempre uma troca. Ajudamos o fornecedor a ter uma mandioca de melhor qualidade e ele nos entrega um insumo que agrega valor ao nosso produto final”, destaca a CEO da Manioca. Essa governança de cadeia é um dos pilares dos negócios de impacto e atraiu a atenção de investidores estratégicos e parceiros como a multinacional Ajinomoto.

A trajetória da Manioca é um exemplo do amadurecimento do ecossistema de investimentos na Amazônia. Apoiada pelo Idesam, que coordena a AMAZ Aceleradora de Impacto,  a empresa foi uma das pioneiras a participar da jornada de aceleração em 2019.

Para Gabriela Souza, líder de novos negócios do Idesam, a Manioca é hoje uma referência de resiliência. “Acompanhamos o fortalecimento do negócio, desde a estruturação da cadeia de fornecedores até parcerias globais. A Manioca hoje reflete como uma governança robusta e capital intencional podem escalar soluções amazônicas “, afirma.

Inovação no Rótulo, tradição na essência

A Manioca traz o tucupi não como um ingrediente exótico, mas como um tempero versátil para o cotidiano — do risoto ao ceviche e para quebrar a barreira da “alta gastronomia”, a empresa lançou um e-book de receitas que ensina a usar o tucupi em pratos simples, como arroz com brócolis ou frango com leite de coco.

O objetivo é claro: transformar o tucupi em um item indispensável na despensa brasileira, provando que a conservação da floresta pode — e deve — ter um sabor familiar e acessível.

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Redação 22/04/2026 22/04/2026
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