A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira (24), adoção da bandeira tarifária amarela para o mês de maio. Com essa medida, os consumidores terão cobrança adicional de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos na conta de energia.
Na prática, a alteração encarece a tarifa de energia elétrica. Para uma residência com consumo médio de 187 kWh, volume registrado em fevereiro pela Empresa de Pesquisa Energética, o impacto será de R$ 3,52 a mais na fatura.
De janeiro a abril, o sistema operou com bandeira verde, sem custos extras, porque os reservatórios das hidrelétricas mantiveram níveis considerados satisfatórios. No entanto, o cenário mudou com a redução das chuvas na transição do período chuvoso para o seco.
Como consequência, a geração hidrelétrica perdeu capacidade e exigiu o acionamento das usinas termelétricas, que possuem custo maior.
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A Aneel explicou em nota que há uma “redução de chuvas na transição do período chuvoso para o seco, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado”.
Além disso, a Agência reforçou a importância do consumo consciente para reduzir os impactos no orçamento das famílias. “Os consumidores devem cultivar bons hábitos de consumo para evitar o desperdício e contribuir para a sustentabilidade do setor elétrico.”
Valores de cada bandeira tarifária
Atualmente, a Aneel trabalha com quatro níveis de bandeiras tarifárias, cada um com impacto diferente na conta de luz:
- Bandeira verde – condições favoráveis de geração, sem cobrança extra;
- Bandeira amarela – condições menos favoráveis, com taxa de R$ 18,85 por MWh consumido (R$ 1,88 a cada 100 kWh);
- Bandeira vermelha patamar 1 – condições desfavoráveis, com cobrança de R$ 44,63 por MWh (R$ 4,46 a cada 100 kWh);
- Bandeira vermelha patamar 2 – condições muito desfavoráveis, com taxa de R$ 78,77 por MWh (R$ 7,87 a cada 100 kWh).

