A Polícia Civil do Amazonas informou nesta quinta-feira (5) que a morte do professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Davi Said Aidar, de 62 anos, foi planejada por uma vizinha da vítima após um desentendimento ocorrido na região onde ambos moravam. A informação foi divulgada durante coletiva de imprensa sobre os resultados da Operação Universitates, conduzida pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
De acordo com as investigações, a suspeita apontada como mandante do crime tem 42 anos. Ela permanece foragida. Segundo a polícia, o planejamento da ação contou com o apoio do sobrinho dela, que teria organizado a execução do crime. O sobrinho dela e outros três envolvidos já foram presos.
O homicídio ocorreu no dia 6 de fevereiro deste ano, em um bar localizado no ramal Água Branca, na rodovia AM-010, zona rural de Manaus. Na ocasião, três homens encapuzados chegaram ao local e efetuaram vários disparos contra o professor, que morreu no local.
As investigações identificaram um homem conhecido como “TK”, como o autor dos disparos. Outros dois suspeitos, teriam participado dando suporte à ação e ajudando na fuga dos envolvidos em motocicletas.
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Segundo a polícia, o conflito entre a vítima e a suspeita teria começado após a abertura de um estabelecimento comercial na região. A mulher era proprietária de um bar no ramal e, conforme a investigação, teria relatado redução nas vendas após a chegada do professor à área. A partir desse momento, a relação entre ambos teria se tornado conflituosa.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, o sobrinho da suspeita teria recrutado pessoas que possuíam dívidas com ele para participar do crime. Durante depoimento, ele afirmou que chegou a questionar a tia sobre a intenção do plano e que ela teria confirmado que queria a morte da vítima.
Ainda segundo a polícia, dias antes do homicídio, o sobrinho e o atirador foram até o ramal para observar a residência do professor, sua rotina e definir o momento da execução.
A investigação também apontou que os participantes aceitaram integrar a ação em troca de pagamentos ou perdão de dívidas. Um dos envolvidos teria recebido R$ 50 para ajudar na execução, enquanto outro teria aceitado participar após a promessa de quitar uma dívida de R$ 10 mil. Outro suspeito devia R$ 150 e também teria sido convencido a colaborar.
A Polícia Civil informou que as diligências continuam para localizar a suspeita apontada como mandante do crime.

