Um homem de 37 anos foi preso na terça-feira (10), suspeito de torturar os próprios filhos, de 3, 4 e 7 anos, no bairro Cidade de Deus, na zona norte de Manaus. Segundo a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), as crianças relataram que o pai aquecia utensílios domésticos de metal, como facas, garfos e colheres, e os utilizava para provocar queimaduras nelas.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) e tiveram início após o Conselho Tutelar encaminhar à unidade policial uma denúncia recebida por meio do Disque 100. Durante as primeiras averiguações, conselheiros tutelares identificaram que as três crianças apresentavam diversas marcas de queimaduras em diferentes partes do corpo.
De acordo com a delegada Kássia Evangelista, responsável pelo caso, as vítimas foram ouvidas em escuta especializada na Depca. Durante o procedimento, elas informaram que as agressões eram frequentes e que ocorriam quando estavam sob os cuidados do pai. Conforme os relatos, o homem aquecia utensílios metálicos e os utilizava para provocar as queimaduras.
As lesões apresentadas pelas crianças foram confirmadas por meio de laudo de exame de corpo de delito. Diante das informações reunidas durante a investigação, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do suspeito. O pedido foi analisado e autorizado pelo Poder Judiciário.
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A ordem judicial foi cumprida na terça-feira (10), no bairro Cidade de Deus. Durante interrogatório, o homem confessou ter cometido o ato contra uma das crianças e afirmou que agia com o objetivo de “educá-las”, além de relatar que praticava as agressões em momentos de raiva.
Segundo a delegada, a mãe das vítimas declarou que tinha conhecimento das agressões, mas afirmou que não denunciou o caso por temer sofrer violência doméstica por parte do companheiro. A possível responsabilidade dela ainda está sendo apurada no decorrer das investigações.
O homem foi autuado pelo crime de tortura e permanece à disposição da Justiça. As crianças foram encaminhadas para acompanhamento pelos órgãos de proteção.

