Um major da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM) foi detido durante uma ação da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PM-SP) que resultou na apreensão de R$ 1,15 milhão em dinheiro em espécie, além de celulares, cheques em branco e cadernetas com anotações financeiras. A ocorrência foi registrada na última terça-feira (17/03), na capital paulista.
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De acordo com informações do 1º Batalhão de Policiamento de Choque, a ação teve início após denúncia anônima sobre o transporte de grande quantia em dinheiro com indícios de origem ilícita, no bairro Campos Elíseos, região central de São Paulo.
Major da PM-AM detido em SP: abordagem ocorreu em duas etapas
Na primeira abordagem, os policiais detiveram um homem identificado como Tiago Viana Melo, que transportava R$ 400 mil em uma mochila. Ele afirmou que o valor seria utilizado para a compra de mercadorias para uma empresa em Manaus, mas não apresentou comprovação da origem lícita do dinheiro.
Na sequência, a equipe interceptou um veículo modelo VW Virtus, na Avenida Angélica, também na região central. No carro estavam o major da PM-AM, Douglas Araújo Moura, e outro homem, identificado como Dalton de Lima Carvalho. Durante a revista, os agentes localizaram mais R$ 750 mil em espécie, totalizando R$ 1,15 milhão apreendidos na operação.
Segundo o relatório policial, os envolvidos apresentaram versões divergentes sobre a procedência do dinheiro. Um dos suspeitos relatou ainda que outras pessoas estariam realizando saques simultâneos em diferentes instituições bancárias.
Diante da ausência de comprovação da origem dos valores, os suspeitos foram encaminhados à Superintendência Regional da Polícia Federal, na Lapa, onde foi instaurado inquérito para apurar possível crime de lavagem de dinheiro, conforme a Lei nº 9.613/98.
O major Douglas Araújo Moura ingressou na Polícia Militar do Amazonas em 2011 e, atualmente, está lotado em Manaus. Dados do Portal da Transparência indicam que o rendimento bruto mensal do militar foi de R$ 35,8 mil em fevereiro deste ano.
Em nota, a PM-SP informou que a ação foi realizada com base em fundada suspeita e seguiu os princípios de legalidade, proporcionalidade e preservação da ordem pública. Até a publicação, a PM-AM não havia se manifestado sobre o caso.

