O Juízo da 5.ª Vara Criminal da Comarca de Manaus condenou quatro homens acusados de participar de um assalto a uma joalheria instalada em um centro de compras localizado na zona centro-sul da capital amazonense. O crime ocorreu em dezembro de 2024. A decisão foi proferida em 19 de fevereiro de 2026 e tornou pública a responsabilização dos envolvidos pelos fatos investigados.
De acordo com a sentença, Clenilton Pereira de Lima foi condenado pelos crimes de roubo majorado, falsidade ideológica, concurso de pessoas, restrição de liberdade da vítima e emprego de arma de fogo. A pena definida para ele foi de 15 anos, quatro meses e dez dias de prisão.
Outros três réus também receberam condenações. Menison Pereira Gomes foi sentenciado a sete anos, dois meses e 24 dias de prisão. Antônio Carlos Rodrigues do Nascimento e Leonardo Pereira de Jesus receberam pena de oito anos, oito meses e cinco dias de prisão cada um. Os três foram considerados culpados pelos crimes de roubo majorado, concurso de pessoas, restrição de liberdade da vítima e uso de arma de fogo. Todos os acusados foram absolvidos da imputação de organização criminosa.
O assalto ocorreu por volta das 11h do dia 14 de dezembro de 2024. Segundo o processo, um dos envolvidos entrou na joalheria localizada no centro de compras fingindo ser cliente e, em seguida, anunciou o assalto. Durante a ação, funcionários e clientes foram rendidos. Disparos de arma de fogo foram efetuados dentro do estabelecimento para obrigar a abertura do cofre.
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Na fuga, uma funcionária que trabalhava no estoque foi levada como refém sob ameaça de arma de fogo. Ela foi retirada do local e conduzida até uma área de mata nas proximidades do centro de compras, onde foi abandonada.
A investigação apontou que o grupo utilizou apoio logístico para realizar o crime. Conforme os autos, motociclistas atuaram como batedores e motoristas teriam participado do planejamento da ação após estudo prévio da área.
Um dos suspeitos foi preso em flagrante enquanto se escondia em uma passagem subterrânea do centro de compras. Outros envolvidos roubaram um veículo no estacionamento do local para facilitar a fuga.
Os réus permanecem presos. O magistrado responsável pelo caso negou o direito de recorrer em liberdade. A decisão ainda não transitou em julgado, pois a defesa apresentou recurso.

