Uma operação de fiscalização ambiental realizada no município de Humaitá, no sul do Amazonas, resultou na aplicação de R$ 2,702 milhões em multas e no embargo de mais de 127 hectares de área. A ação ocorreu nos dias 2 e 3 de março e integrou a primeira etapa da Operação Tamoiotatá 6, coordenada pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).
As equipes de fiscalização atuaram ao longo da rodovia BR-319, especialmente na região do quilômetro 70 no trecho entre Humaitá e Manaus. Durante a operação, foram lavrados dez autos de infração e emitidos quatro termos de embargo por irregularidades ambientais identificadas em propriedades da região.
De acordo com o Ipaam, as ações foram baseadas em informações obtidas por meio de monitoramento de campo, análise de imagens de satélite e cruzamento de dados do Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Sicar). A fiscalização incluiu áreas com embargos anteriores e novos pontos de desmatamento detectados por sistemas de monitoramento ambiental. No total, as equipes percorreram aproximadamente 140 quilômetros durante as diligências.
Entre as infrações registradas estão atividades que dificultam a regeneração da vegetação nativa, responsáveis pela maior parte das penalidades, com R$ 1,815 milhão em multas. Também foram aplicadas sanções por desmatamento, no valor de R$ 265 mil, descumprimento de embargo anterior, com R$ 220 mil em autuação, e pela realização de atividade sem licença ambiental, incluindo criação de animais de grande porte, que totalizou R$ 402 mil em multas.
As áreas onde as irregularidades foram identificadas permanecerão embargadas, com proibição de qualquer atividade até que seja realizada a regularização ambiental. Os responsáveis autuados têm prazo de 20 dias, a partir da notificação, para apresentar defesa administrativa ou efetuar o pagamento das multas.
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Os valores arrecadados com as penalidades são destinados ao Fundo Estadual de Meio Ambiente, administrado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas (Sema), para financiamento de ações voltadas à proteção ambiental. Nos casos de descumprimento de embargo, as informações serão encaminhadas ao Ministério Público do Estado do Amazonas e ao Ministério Público Federal.
A operação conta com a participação de diversos órgãos estaduais e federais, incluindo a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, a Polícia Militar do Amazonas, por meio do Batalhão de Policiamento Ambiental, a Polícia Civil do Amazonas e o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, além do apoio do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).
A Operação Tamoiotatá 6 foi estruturada em 15 etapas, com duração média de 20 dias cada, e tem previsão de execução até dezembro de 2026. As ações incluem fiscalização terrestre, verificação de áreas com alertas ambientais e aplicação de medidas administrativas previstas na legislação ambiental, com prioridade para regiões consideradas estratégicas para a conservação da floresta.

