O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) autuou três pessoas e aplicou R$ 1.741.500 em multas durante a 1ª etapa da Operação Tamoiotatá 6, em Humaitá, no sul do Amazonas. A fiscalização ocorreu na sexta-feira (27), ao longo da BR-230, com relatório consolidado neste domingo (1º).
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A ação integra a força-tarefa do Governo do Amazonas voltada ao combate ao desmatamento e a outras práticas que causam danos ambientais. As equipes percorreram cerca de 160 quilômetros da rodovia federal e vistoriaram propriedades rurais às margens da estrada.
Foram lavrados nove autos de infração e três termos de embargo. Entre as irregularidades identificadas estão descumprimento de embargo anterior, exercício de atividade sem licença ambiental com criação de animais de grande porte e ações que dificultavam a regeneração da vegetação nativa.
As áreas embargadas somam 220,0019 hectares — extensão equivalente a aproximadamente 220 campos de futebol.
Desmatamento ilegal amplia pressão sobre áreas no sul do Amazonas
De acordo com o diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, a operação é estruturada com base em inteligência ambiental e monitoramento técnico, priorizando regiões estratégicas para conservação da floresta.
As penalidades incluem multa de R$ 110 mil para cada autuado por descumprimento de embargo e R$ 100.500 individualmente por atividade sem licença ambiental com criação de animais de grande porte. Também foram aplicadas multas de R$ 570 mil, R$ 425 mil e R$ 115 mil por dificultar a regeneração da vegetação, conforme a extensão das áreas impactadas.
As áreas permanecerão embargadas até a regularização ambiental. Os autuados têm prazo de 20 dias para apresentar defesa administrativa ou efetuar o pagamento das multas.
Os valores arrecadados são destinados ao Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema), administrado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas, e aplicados em ações de proteção ambiental no estado.
A Operação Tamoiotatá 6 reúne ainda a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, a Polícia Militar do Amazonas, a Polícia Civil do Amazonas e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia. Estruturada em 15 etapas, a operação segue até dezembro de 2026, com foco no período mais crítico da estiagem.

