O Amazonas iniciou a aplicação do imunobiológico nirsevimabe como parte de uma estratégia voltada à proteção de bebês contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por infecções respiratórias que podem evoluir para quadros graves na infância. A ação é coordenada pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), que começou a distribuir 3.400 doses do produto na rede pública de saúde.
A medida prioriza bebês prematuros e crianças de até dois anos de idade com comorbidades, considerados grupos com maior risco de complicações causadas pelo vírus. As orientações sobre os critérios de indicação e o processo de distribuição estão detalhadas na Nota Técnica nº 004/2026, disponível no site da FVS-RCP.
De acordo com a diretora-presidente da fundação, Tatyana Amorim, o nirsevimabe atua por meio da oferta direta de anticorpos, o que permite proteção imediata contra o VSR. O imunobiológico é indicado principalmente para recém-nascidos e lactentes que apresentam maior vulnerabilidade às infecções respiratórias.
Segundo a gerente de Imunização da FVS-RCP, Angela Desirée, o reforço das medidas de prevenção está relacionado ao aumento da circulação do vírus durante períodos de maior incidência de doenças respiratórias no estado, especialmente nas épocas de chuva e inverno.
Nesta primeira etapa, o imunobiológico está sendo disponibilizado prioritariamente em maternidades de referência para atendimento de prematuros. A previsão é que, posteriormente, a distribuição seja ampliada para hospitais com leitos obstétricos, permitindo que o atendimento alcance outras unidades da rede estadual e facilite o acesso para famílias em diferentes municípios.
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A estratégia também prevê uma etapa de resgate para crianças nascidas após o período de sazonalidade de 2025. Nessa fase, poderão receber o imunobiológico prematuros com até 36 semanas e seis dias de gestação e crianças menores de 24 meses que apresentem comorbidades.
Quando indicado, o nirsevimabe deve ser administrado ainda na maternidade ou durante a internação neonatal, desde que o recém-nascido esteja clinicamente estável e não apresente contraindicações, como histórico de reação alérgica grave ao produto ou distúrbios hemorrágicos que impeçam a aplicação intramuscular.
Para ter acesso ao imunobiológico, é necessário apresentar documentação médica que comprove a indicação, como relatório, laudo ou prescrição contendo identificação e registro profissional do médico responsável.

