Mulheres que buscaram atendimento na Carreta da Mulher, serviço itinerante da Prefeitura de Manaus, relataram dificuldades no acesso aos procedimentos oferecidos. Usuárias afirmam que as informações sobre horários e distribuição de fichas não são divulgadas previamente nos meios de comunicação.
Uma jovem, que preferiu não se identificar, relatou que foi até a carreta após ver uma reportagem na televisão sobre os serviços disponíveis. Ao chegar ao local, foi informada por um funcionário que “a fila começa a se formar às 3h da madrugada e a distribuição das fichas inicia às 7h. São disponibilizadas 20 fichas de manhã e 20 à tarde. Quem não consegue ficha no período da manhã deve aguardar até as 14h para tentar uma vaga na tarde.” Segundo a usuária, “essas orientações só são fornecidas presencialmente, no local da carreta, e ninguém divulga essas informações na televisão ou no jornal.”
“Na televisão eles dizem que a carreta é para facilitar o atendimento na saúde da mulher, mas na hora que a gente chega no local é só humilhação. As informações são passadas em cima da hora e ninguém ajuda a gente”, disse.
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Outra mulher relatou que chegou às 8h com encaminhamento para ultrassonografia obstétrica, estando com sete meses de gestação. Ela afirmou que as fichas para exames só foram distribuídas à tarde e que, após horas de espera, não havia mais vagas disponíveis para o procedimento naquele dia.
“Cheguei às 8h com encaminhamento para ultrassonografia obstétrica, estando com sete meses de gestação. Eles só distribuíram fichas após as 14h. Esperei em uma fila enorme por horas e, quando chegou a minha vez, me disseram que não havia mais vagas para o exame naquele dia. Foi a primeira e última vez que tentei esse tipo de atendimento.”
O Segundo a Segundo entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa) para solicitar esclarecimentos sobre os critérios de atendimento e a divulgação de informações. Atéa publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação do órgão.

