O Portal Segundo a Segundo foi procurado por pessoas que relataram suposta superlotação em outras embarcações da empresa Lima de Abreu Navegações. De acordo com os denunciantes, além da lancha envolvida no naufrágio registrado na tarde de sexta-feira (13), outras viagens teriam ocorrido com número de passageiros acima da capacidade.
Imagens encaminhadas à reportagem mostram uma lancha diferente da que naufragou, com passageiros ocupando não apenas os assentos, mas também o piso da embarcação. Segundo uma das denunciantes, o registro foi feito em outubro de 2025, durante uma viagem que saiu do município de Maraã com destino a Manaus. Ela informou ainda que havia muitas crianças a bordo naquela ocasião.
As denúncias surgem após o acidente envolvendo a lancha Lima de Abreu XV, ocorrido nas proximidades do Encontro das Águas, em Manaus. A embarcação afundou na tarde de sexta-feira (13).
A sobrevivente Lani da Silva de Souza relatou que a lancha estava com número elevado de passageiros no momento do acidente. Segundo ela, havia muitas crianças e mães a bordo. A sobrevivente descreveu que a embarcação começou a afundar da parte frontal para a traseira, levando passageiros a se deslocarem para tentar se manter fora da água.
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Conforme informações divulgadas pela empresa, 67 passageiros e quatro tripulantes constavam na lista oficial. O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas informou que 71 pessoas foram resgatadas com vida. Duas mortes foram confirmadas e sete pessoas permanecem desaparecidas.
As causas do naufrágio são apuradas pela Marinha do Brasil, por meio de inquérito administrativo. A reportagem procurou a Marinha do Brasil para comentar as denúncias de superlotação em outras viagens da empresa, mas até o momento não houve resposta.

