O alerta de saúde voltou a acender no interior do Amazonas. A Fundação De Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) confirmou três novos casos da Síndrome de Haff, popularmente conhecida como a “doença da urina preta”. Os registros ocorreram em Itacoatiara (a 270 quilômetros de Manaus), município que já enfrentou surtos da enfermidade em anos anteriores.
Conforme o boletim oficial divulgado, dois pacientes da mesma família apresentaram sintomas após consumirem o peixe Pacu, frito ou assado, em ambiente doméstico. Cerca de nove horas após a refeição, surgiram as dores musculares intensas e o escurecimento característico da urina.
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A síndrome causa a rabdomiólise, um processo de destruição das fibras musculares. As proteínas são liberadas na corrente sanguínea e sobrecarregam os rins. No município, os exames apontaram níveis de CPK (enzima que indica dano muscular) chegando a 6.400 µ/L, um valor altíssimo para os padrões de saúde.
A diretora-presidente da FVS, Tatyana Amorim, reforçou que a atenção deve ser permanente. “A Doença de Haff exige vigilância, pois está associada ao pescado, base da alimentação amazonense”, afirmou em nota.

