O Amazonas está expandindo a aplicação do teste de DNA para detecção do Papiloma Vírus Humano (HPV), uma ferramenta de rastreio mais sensível que o exame de Papanicolau tradicional. A iniciativa integra estratégias de diagnóstico precoce do câncer de colo do útero, doença de alta incidência entre mulheres no estado.
O teste de DNA-HPV permite identificar o vírus responsável por mais de 70% dos casos de câncer cervical, oferecendo a possibilidade de detecção do risco da doença até dez anos antes do surgimento de lesões graves. O exame tem intervalo recomendado de cinco anos e está sendo implantado gradualmente em municípios do Amazonas, com treinamento de profissionais em nove localidades até abril.
LEIA TAMBÉM: Motorista perde controle, capota carro e foge deixando veículo na estrada do Iranduba
Entre as áreas atendidas, o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) de Tabatinga é pioneiro na aplicação do teste em territórios indígenas, aliado à telecolposcopia. Essa combinação possibilita acompanhamento especializado e monitoramento das lesões pré-malignas, reduzindo a progressão para câncer.
O Centro de Prevenção ao Câncer do Colo do Útero (Cepcolu), vinculado à Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon), realiza conizações e procedimentos de rastreio, ampliando a capacidade diagnóstica do estado. Paralelamente, serviços móveis como o Barco Hospital São João XXIII levam coleta de material e exames a comunidades ribeirinhas e de difícil acesso.
Além do rastreio, o Amazonas mantém a vacinação contra HPV para meninas e meninos de 9 a 14 anos, considerada estratégia de prevenção primária. O uso de telemedicina e telelaudos permite que exames realizados localmente sejam avaliados remotamente, acelerando o diagnóstico e o início do tratamento.

