A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) deflagrou, na sexta-feira (09/01), a Operação Protocolo Paralelo, que resultou na prisão de mulheres suspeitas de vender substâncias injetáveis sem autorização legal por meio da internet, entre elas o medicamento conhecido como Mounjaro.
O caso chamou atenção das autoridades por envolver prescrição irregular e riscos diretos à saúde da população, uma vez que os produtos eram vendidos sem prescrição médica e sem normas sanitárias. As investigações começaram após a Polícia Civil receber denúncias sobre anúncios frequentes de medicamentos injetáveis nas redes sociais.
Segundo os investigadores da PC-AM, os produtos vinham sendo divulgados como soluções rápidas para emagrecimento e controle metabólico, atraindo consumidores sem qualquer orientação médica adequada. Conforme o delegado Rodolfo Santana, o grupo se aproveitou da popularização desses medicamentos para ampliar as vendas de forma clandestina.
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Durante a apuração, a polícia identificou que as receitas utilizadas na venda dos medicamentos não eram emitidas por médicos habilitados. Conforme apontou a investigação, uma médica veterinária seria responsável pelas prescrições, o que caracteriza exercício ilegal da medicina.
Ainda segundo a Polícia Civil, havia indícios de tentativa de mascarar a irregularidade. Os rótulos apresentavam apenas a sigla “CRM”, sem especificar que se tratava de um registro veterinário, induzindo os consumidores ao erro.
Outro fator considerado grave pelas autoridades é que os medicamentos já chegavam ao comprador fracionados e preparados para uso, prática proibida pelas normas sanitárias. A venda de substâncias injetáveis nessas condições representa risco elevado, pois não há garantia sobre armazenamento, dosagem ou assepsia.
Prisões e apreensões
Os policiais localizaram os medicamentos comercializados ilegalmente e conduziram os envolvidos para a delegacia. Com base nas provas reunidas, a Justiça autorizou mandados de busca e apreensão, além de prisões temporárias.
O material apreendido será submetido à perícia técnica, que deve ajudar a esclarecer a dimensão do esquema e identificar possíveis outros participantes. Os investigados responderão por organização criminosa, exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica e crimes contra a saúde pública.


