Um levantamento realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) indica que os projetos financiados por meio da Lei Rouanet movimentaram R$ 25,7 bilhões na economia brasileira ao longo de 2024. O estudo, intitulado Pesquisa de Impacto Econômico da Lei Rouanet, foi divulgado na terça-feira (13) e analisou os efeitos do mecanismo de incentivo à cultura sobre a atividade econômica, o emprego e a arrecadação tributária no país.
De acordo com os dados, os recursos aplicados via renúncia fiscal totalizaram R$ 3 bilhões no período, representando o primeiro aumento real, acima da inflação, desde 2011. Ao todo, 4.939 projetos culturais utilizaram o mecanismo no ano passado. O público alcançado pelas iniciativas chegou a 89,3 milhões de pessoas, sendo 69,3 milhões de participantes presenciais em eventos culturais.
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A pesquisa aponta que, para cada R$ 1 destinado aos projetos incentivados, houve um retorno estimado de R$ 7,59 para a economia e para a sociedade. O cálculo considera não apenas os valores investidos diretamente nos projetos, mas também gastos associados do público, como despesas com transporte, alimentação e hospedagem, além de recursos provenientes de outras fontes atraídas pelas iniciativas culturais.
O levantamento também identificou a criação e manutenção de aproximadamente 228 mil postos de trabalho em diferentes setores da economia em 2024. Segundo o estudo, cada R$ 12,3 mil investidos foi suficiente para sustentar um emprego. A atividade econômica gerada resultou ainda na arrecadação de R$ 3,9 bilhões em tributos municipais, estaduais e federais.
Em relação à distribuição regional, o Nordeste apresentou o maior crescimento no número de projetos executados, seguido pelas regiões Norte, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. O estudo destaca ainda que cerca de 59% das iniciativas realizaram ações em áreas periféricas, regiões vulneráveis ou territórios de povos e comunidades tradicionais.


