A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu, na manhã desta quinta-feira (15/01), quatro pessoas suspeitas de integrar um grupo que atuava na venda de falsos cadastros estudantis em Manaus. A ação ocorreu durante uma operação realizada pelo Núcleo de Repressão a Roubos no Transporte Coletivo e Rotas do Polo Industrial de Manaus (Nurrc), com apoio do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM). Um quinto suspeito foi identificado, mas permanece foragido.
De acordo com a PC-AM, foram cumpridos nove mandados judiciais, sendo quatro de prisão temporária e cinco de busca e apreensão, em diferentes bairros da capital amazonense. Entre os presos estão dois homens, de 32 e 41 anos, e duas mulheres, de 28 e 29 anos. O grupo é investigado por utilizar redes sociais para oferecer serviços irregulares de cadastro estudantil, por meio de instituições de ensino fictícias ou utilizadas de forma indevida.
As investigações apontam que os cadastros eram usados para obtenção do benefício da meia-passagem no transporte coletivo por pessoas que não atendiam aos critérios legais. A fraude foi identificada em dezembro de 2025, após o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) observar um aumento atípico no número de inscrições vinculadas a determinadas instituições de ensino.
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Segundo as informações apuradas, o prejuízo causado pelo esquema pode chegar a valores milionários, considerando os subsídios pagos ao sistema de transporte coletivo. O Sinetram informou que a emissão dos cartões ocorre somente após autorização baseada nos dados enviados pelas instituições, indicando que a irregularidade se concentra na fase inicial do cadastro estudantil.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam e não descarta a possibilidade de envolvimento de outras pessoas ou instituições. Um dos investigados, identificado como Wallace Avelar Rodrigues, ainda não foi localizado. Informações sobre seu paradeiro podem ser repassadas pelos canais oficiais de denúncia.
Os suspeitos devem responder por associação criminosa, estelionato e inserção de dados falsos em sistemas de informação, permanecendo à disposição da Justiça.


