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Economia

Desemprego atinge menor nível da série histórica e mercado de trabalho registra recordes em 2025

Gustavo Reis
Atualizado em 2026/01/30 at 5:13 PM
Gustavo Reis 2 horas atrás
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Desemprego atinge menor nível da série histórica
Veja dados divulgados. (Foto: Divulgação)
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A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, o menor nível da série histórica iniciada em 2012. O resultado indica que cerca de 5,5 milhões de pessoas buscaram trabalho nos três últimos meses do ano, em um mercado que chegou ao recorde de 103 milhões de pessoas ocupadas. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira, 30 de janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com os resultados observados ao longo de 2025, o desemprego manteve trajetória de queda no país. A taxa média anual passou de 6,6% em 2024 para 5,6% no ano seguinte, o menor nível registrado desde o início da série histórica, em 2012. Nesse intervalo, o número médio de brasileiros sem trabalho diminuiu em cerca de 1 milhão, ao cair de 7,2 milhões para 6,2 milhões de pessoas.

Em razão da pandemia de Covid 19, nos anos de 2020 e 2021 a taxa chegou a 13,7% e 14%, e cerca de 14 milhões de desocupados. O nível de ocupação da população em idade de trabalhar também alcançou recorde em 2025, ao atingir 59,1%. Em 2024, o indicador era de 58,6%, e, em 2012, de 58,1%.

A coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, explicou que a queda na taxa de desemprego não foi provocada por aumento da subutilização da força de trabalho ou do desalento. “A trajetória de queda da taxa de desocupação em 2025 foi sustentada pela expansão da ocupação, principalmente nas atividades de serviços”, destacou.

Outro dado positivo foi a redução da subutilização da força de trabalho. Em 2025, a taxa anual caiu para 14,5%, a menor da série histórica. Em 2024 foi de 16,2%. Isso representa cerca de 16,6 milhões de pessoas que estavam desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas ou disponíveis para trabalhar. Em 2024, esse total era de 18,7 milhões. Nos anos mais críticos da pandemia, a subutilização chegou a mais de 32 milhões de pessoas. Apesar da redução, esse contingente ainda está acima do menor nível da série, atingido em 2014 (16,3 milhões de pessoas).

RENDIMENTO MÉDIO – O rendimento médio real habitual dos trabalhadores, estimado em R$ 3.560 em 2025, também apresentou crescimento. A alta foi de R$ 192 (5,7%) em relação a 2024. Já a massa de rendimento real habitual, que é a soma de todos os rendimentos do trabalho no país, atingiu o maior valor da série histórica: R$ 361,7 bilhões, com crescimento de 7,5% em um ano.

“Além desses impulsos setoriais, a valorização do salário-mínimo influenciou o ganho de rendimento nos segmentos de atividades mais elementares e menos formalizadas. Dessa forma, independente da forma de inserção na ocupação, o crescimento do rendimento foi difundido para a população ocupada como um todo”, afirmou Adriana Beringuy.

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SETOR PRIVADO — O número de empregados do setor privado com carteira assinada chegou a 38,9 milhões em 2025, um recorde desde 2012. O aumento foi de 2,8% em relação a 2024, o que representa cerca de 1 milhão de novos postos formais. No mesmo período, o número de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado apresentou leve redução, passando de 13,9 milhões para 13,8 milhões.

A taxa de informalidade também caiu, passando de 39% em 2024 para 38,1% em 2025. Segundo o IBGE, apesar da queda, o percentual ainda reflete uma característica estrutural do mercado de trabalho brasileiro, com forte presença da informalidade, especialmente nos setores de comércio e serviços. O número de pessoas que trabalham por conta própria foi o maior da série histórica, com estimativa anual de 26,1 milhões. O crescimento foi de 2,4% em relação a 2024.

No recorte trimestral, de outubro a dezembro de 2025, a taxa de desocupação de 5,1% também foi a menor da série para trimestres comparáveis. O indicador caiu 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior e 1,1 ponto percentual frente ao mesmo período de 2024. O número total de pessoas na força de trabalho (soma de ocupados e desocupados) no último trimestre foi de 108,5 milhões.

Neste trimestre, houve crescimento da ocupação principalmente nos setores de comércio, com aumento de 299 mil pessoas (1,6%) e de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (1,5%, ou mais 282 mil pessoas).

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, também se destacaram os grupamentos de informação, comunicação, atividades financeiras e administrativas, além da administração pública. Já o número de trabalhadores nos serviços domésticos apresentou redução: queda de 4,4%, chegando a 5,7 milhões de pessoas.

“Após queda de ocupação registrada no 3º trimestre, o comércio apresentou recuperação no fim do ano, expandindo seu contingente de trabalhadores em diversos segmentos, com destaque para o comércio de vestuário e calçados”, explicou a coordenadora do IBGE.

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Gustavo Reis 30/01/2026 30/01/2026
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Por Gustavo Reis
Gustavo Reis é formado em jornalismo e colabora com o Segundo a Segundo na produção de matérias para as editorias de Oportunidade, Cultura e Cidades.
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