A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) divulgou dados consolidados que apontam a associação entre o consumo de pacu e casos compatíveis com a Doença de Haff registrados no estado ao longo de 2025. As informações constam em boletim epidemiológico que reúne notificações de rabdomiólise investigadas pela vigilância em saúde.
De acordo com o documento, nove casos de rabdomiólise foram notificados em três municípios amazonenses no período analisado. Após investigação epidemiológica e avaliação clínica e laboratorial, três desses casos foram classificados como compatíveis com a Doença de Haff. Todas as ocorrências compatíveis foram registradas no município de Itacoatiara, envolvendo moradores da zona urbana. Dois casos ocorreram no mês de junho e um em dezembro, sendo que dois pacientes pertenciam à mesma família.
A apuração identificou que, em todos os casos compatíveis, houve relato de consumo de pacu antes do início dos sintomas. O pescado foi preparado principalmente de forma frita ou assada e consumido no ambiente domiciliar. O intervalo médio entre a ingestão do alimento e o surgimento dos sintomas foi de aproximadamente nove horas.
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Os pacientes apresentaram sinais clínicos característicos de rabdomiólise, como fraqueza muscular, dores musculares intensas e alteração na coloração da urina. Os exames laboratoriais indicaram elevação significativa da enzima creatinofosfoquinase (CPK), com valor médio de 6.400 µ/L, parâmetro utilizado para auxiliar na confirmação do quadro clínico.
As notificações foram investigadas pela FVS-RCP em articulação com as vigilâncias municipais e com o apoio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Amazonas (Cievs-AM). O boletim destaca a importância do monitoramento contínuo de casos suspeitos, considerando o consumo frequente de pescado pela população local.
O relatório completo sobre a situação epidemiológica da rabdomiólise associada à Doença de Haff no Amazonas está disponível para consulta no site oficial da FVS-RCP.

