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Saúde

Bacalhau e azeite: o que o consumidor precisa saber antes de comprar 

Gustavo Reis
Atualizado em 2026/01/27 at 12:08 PM
Gustavo Reis 3 horas atrás
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Bacalhau e azeite: o que o consumidor precisa saber para comprar
Confira as dicas. (Foto: Divulgação)
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Com a variedade de produtos disponíveis nas prateleiras, escolher bacalhau e azeite pode se tornar um desafio para o consumidor. Diferenças de nomenclatura, espécies, categorias e até apresentação dos itens acabam gerando confusão e, muitas vezes, levam à compra de produtos diferentes do que o cliente imaginava estar levando para casa. 

Com mais de 15 anos de atuação no mercado, o Grupo Engenho trabalha com a importação e seleção de azeites e bacalhaus, além de vinhos e presuntos ibéricos. Com unidades em Manaus e Belém, o grupo ampliou sua presença no segmento gastronômico e reúne experiência na escolha e no controle de qualidade desses produtos. 

De acordo com o sócio-proprietário do grupo, Rogério Perdiz, no caso do bacalhau, o principal ponto de atenção está na identificação correta da espécie. Segundo ele, é comum que peixes salgados e secos sejam vendidos como bacalhau, mesmo quando se trata de espécies diferentes. 

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“O consumidor costuma se confundir principalmente pelo nome e pela espécie do produto. Existem diferenças importantes de qualidade e preço, além de substitutos comercializados como ‘tipo bacalhau’. Isso pode incluir rotulagem pouco clara, troca de espécie, cortes com maior quantidade de partes escuras ou até mercadorias com umidade acima do ideal, o que reduz o rendimento”, explicou Perdiz. 

Entre as espécies mais reconhecidas como bacalhau legítimo, Rogério destaca o Gadus morhua e o Gadus macrocephalus, consideradas referência em qualidade, textura e sabor. Segundo ele, a diferença em relação aos substitutos pode ser percebida tanto no preparo quanto no resultado do prato. 

“O bacalhau tradicional apresenta lâminas mais firmes, boa suculência após a dessalga e sabor mais profundo. Já os substitutos tendem a ficar mais fibrosos, com textura menos nobre e sabor mais neutro ou até mais forte de forma menos agradável, com impacto diferente no rendimento e na apresentação da receita”, disse. 

Quando o azeite não é azeite 

No caso do azeite, a confusão mais comum, de acordo com Rogério, está relacionada à categoria do produto e às informações do rótulo. Ele alerta que muitos itens disponíveis no mercado possuem aparência semelhante à do azeite de oliva, mas são misturas de óleos vegetais ou produtos aromatizados. 

“A principal dúvida do consumidor está na categoria do produto, como extravirgem, virgem, composto ou tempero. Existem itens que parecem azeite, mas são misturas ou óleos aromatizados. Além disso, informações sobre origem, qualidade e frescor nem sempre ficam claras, e até um azeite verdadeiro pode perder qualidade se não houver cuidado com luz, calor e tempo”, destacou.  

Para orientar o público, Rogério destaca que alguns cuidados simples ajudam a identificar um azeite verdadeiro. Entre as orientações, ele cita: observar a lista de ingredientes — que deve conter apenas azeite de oliva —, a categoria, o lote, a data de envase e dar preferência a embalagens em vidro escuro ou latas, que protegem o produto da luz. 

A procedência também é um fator determinante para a qualidade final do azeite, segundo o empresário, já que o produto sofre influência direta da colheita, extração e armazenamento. “O azeite é praticamente um suco de fruta, e por isso varia conforme a região, a variedade da azeitona e o processo de extração. Quando a procedência é confiável, há mais controle logístico, menor risco de mistura e mais consistência no aroma e no sabor”, explicou. 

Critérios rigorosos 

Para garantir esse padrão, Rogério afirma que o Grupo Engenho adota critérios rigorosos desde a escolha dos fornecedores até o armazenamento dos produtos, com foco em procedência, frescor e controle de qualidade. 

“A qualidade começa antes mesmo da compra. Trabalhamos com fornecedores homologados e critérios técnicos para reduzir riscos. No bacalhau, há controle de espécie, origem e tipo de corte. Nos azeites, priorizamos procedência comprovada, frescor e integridade da embalagem, para que o produto entregue exatamente o que promete”, destacou Perdiz 

A orientação, segundo ele, é que o consumidor leia atentamente os rótulos, desconfie de preços muito abaixo da média e busque informações antes da compra. Pequenos cuidados fazem diferença não apenas no sabor, mas também no rendimento e na experiência final à mesa.

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Gustavo Reis 27/01/2026 27/01/2026
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Por Gustavo Reis
Gustavo Reis é formado em jornalismo e colabora com o Segundo a Segundo na produção de matérias para as editorias de Oportunidade, Cultura e Cidades.
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