O número de casos de chikungunya no Amazonas apresentou crescimento significativo em 2025, de acordo com dados divulgados pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). Até o momento, foram confirmadas 156 infecções pela doença no estado, volume quase quatro vezes maior que o registrado em 2024, quando houve 40 notificações confirmadas.
As ocorrências foram identificadas em 26 municÃpios amazonenses, com maior concentração fora da capital, evidenciando a ampla circulação do vÃrus em diferentes regiões do estado. A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e do Zika vÃrus, o que mantém o alerta para a necessidade de ações contÃnuas de vigilância e controle.
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Em contrapartida, os dados apontam redução nos casos de dengue. Em 2025, foram contabilizadas 4.667 ocorrências da doença, número 41% inferior ao registrado no ano anterior. Também houve diminuição no total de óbitos, com queda de 71%. As mortes se concentraram principalmente em municÃpios localizados nas regiões do Rio Juruá e do Alto Solimões. O monitoramento epidemiológico identificou a predominância do sorotipo DENV1, além da circulação esporádica de outros sorotipos.
O boletim da FVS-RCP também indica redução nos registros de Zika, que passaram de 77 casos em 2024 para 25 em 2025, concentrados em poucos municÃpios. A febre do Mayaro apresentou queda superior a 50%, enquanto não houve registros de febre do Oropouche neste ano, diferentemente do perÃodo anterior, quando foram contabilizados mais de 3 mil casos.
Segundo a fundação, as ações de vigilância epidemiológica, o controle do vetor e a vacinação contra a dengue, que já distribuiu mais de 90 mil doses em 2025, seguem como estratégias adotadas para o enfrentamento das arboviroses no estado.


