Um dos símbolos da culinária amazônica, o tambaqui do Amazonas começou a chegar ao mercado consumidor norte-americano por um caminho estratégico: o transporte aéreo. Em dezembro do ano passado, o Terminal de Cargas (TECA) do Aeroporto de Manaus realizou uma operação piloto de exportação do pescado para os Estados Unidos.
Ao todo, duas viagens foram realizadas no mês levando cerca de 25 toneladas de tambaqui e outros pescados para o mercado norte-americano. O embarque foi feito pela empresa Frigopesca, atendendo integralmente às exigências sanitárias e regulatórias do Brasil e dos EUA.
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A exportação do tambaqui é reflexo da atuação da Concessionária dos Aeroportos da Amazônia que, desde 2022, vem implementando um plano de investimentos robusto, reforçando a infraestrutura e modernizando a gestão aeroportuária. Como peça fundamental para a Zona Franca de Manaus, o Terminal de Cargas do Manaus Airport tem promovido articulação entre produtores, empresas, órgãos reguladores e companhias aéreas, com foco em produtos amazônicos de alto potencial de mercado.
Workshops e outros eventos com o empresariado amazonense foram realizados como parte da estratégia para impulsionar as exportações aéreas pelo terminal do Aeroporto de Manaus. Considerado o terceiro maior terminal de cargas do país, o Teca movimenta, em média, mais de 140 toneladas de produtos por ano, com destaque para o mercado brasileiro devido à Zona Franca de Manaus.
Para levar o peixe amazônico ao exterior, o trabalho incluiu a articulação com dois frigoríficos de Manaus, que juntos produzem cerca de 100 toneladas diárias de pescado, além do apoio técnico e operacional em todo o processo de exportação. O terminal também acompanhou os trâmites junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), garantindo que todas as etapas fossem cumpridas dentro do próprio aeroporto.
O Gerente Cargo do Terminal de Cargas, Thiago Brandão, destaca: “Estamos muito orgulhosos dessa primeira operação piloto, que evidenciou que estamos no caminho certo, com a capacidade operacional e técnica ideal para seguirmos conectando cada vez mais o Amazonas e fomentando a economia local. A exportação aérea de produtos da sociobiodiversidade amazônica é um exemplo de que é possível gerar negócios, renda e oportunidades a partir de uma logística eficiente, sustentável e alinhada às vocações da região”.


