Rio Preto da Eva, município com pouco mais de 34 mil habitantes localizado a cerca de 50 km de Manaus, apresentou o maior índice de violência entre cidades de pequeno porte da Amazônia, segundo a 4ª edição do estudo Cartografias da Violência na Amazônia, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
O levantamento indica que o município foi fortemente afetado por disputas entre facções criminosas, especialmente o PCC e o Comando Vermelho, até meados de 2024. Entre 2022 e 2023, o número de assassinatos passou de 9 para 42, representando um aumento de 367%. Em 2024, o número de mortes caiu para 25, mas a taxa trienal de Mortes Violentas Intencionais (MVI) permaneceu alta, chegando a 98,5%. O estudo aponta que, em 2025, há indícios de monopólio do Comando Vermelho na região.
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Outros municípios da Amazônia Legal também apresentaram índices elevados de violência, especialmente em áreas de fronteira e com maior vulnerabilidade socioeconômica. No Amazonas, a microrregião do Alto Solimões continua sob forte influência de organizações criminosas, mesmo diante da redução geral dos homicídios. Em 2024, o estado registrou 27,4 mortes violentas por 100 mil habitantes, acima da média nacional.
O FBSP destaca que fatores como isolamento geográfico, presença limitada do poder público e dependência de recursos estaduais ou federais contribuem para a atuação das facções, que exercem influência sobre comunidades locais e intensificam disputas territoriais.

