Seis instituições voltadas à ciência, tecnologia e inovação no Amazonas assinaram, na quarta-feira (26/11), o protocolo de intenções para a criação do Parque de Ciência, Tecnologia e Inovação da Amazônia (PC&TIA). São elas: CBA, Embrapa Amazônia Ocidental, Fapeam, Faculdade de Tecnologia da Ufam, INDT e Inpa.
A assinatura do protocolo ocorreu durante o primeiro evento colaborativo entre as instituições que aderiram ao projeto, intitulado “Água e suas potencialidades na Amazônia”. A programação contou com dois momentos: uma mostra de projetos e serviços de cada instituição, no hall do INDT, com palestra da coordenadora do Departamento de Acompanhamento e Avaliação da Fapeam, Ana Cláudia Maquiné Dutra; e um painel com apresentações institucionais, além da palestra “Água: Riqueza Estratégica”, ministrada pelo professor Roberto Lavor, presidente do Conselho Consultivo do INDT, seguida de um debate com propostas sobre o tema.
“Foi um encontro de grande relevância para o Amazonas porque houve, pela primeira vez em muito tempo, a reunião de instituições importantes para o Estado, com o objetivo de unir esforços e mostrar que nós temos, sim, um parque tecnológico capaz de construir pontes entre capacidades e infraestruturas já existentes em prol da ciência e da tecnologia no Amazonas”, destacou o professor Roberto Lavor.
A diretora-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Márcia Perales, ressaltou a importância da união de todas as instituições que trabalham com ciência e tecnologia no Amazonas e o caráter prático que o parque tecnológico trará ao segmento. “Tivemos a oportunidade de explicar o que cada instituição faz de forma a contribuir para o desenvolvimento do Estado. Ao final, em um movimento de união, assinamos um protocolo de intenções voltado para os passos que precisaremos dar para construir essa convergência, com desdobramentos práticos para o Estado”, afirmou.
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Para Everton Cordeiro, chefe-geral da Embrapa Amazônia Ocidental, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, o primeiro evento colaborativo era um sonho que se concretizou neste ano. “Temos buscado nos unir em torno de um parque tecnológico para que, a partir daí, possamos direcionar melhor nossas pesquisas e compartilhar nosso acervo de equipamentos e pessoal”, destacou. “Acredito que, dessa forma, favorecemos muito mais as pesquisas, reduzimos burocracias e caminhamos para soluções palpáveis para os problemas que enfrentamos no Estado.”
O diretor da Faculdade de Tecnologia da Universidade Federal do Amazonas (FT/Ufam), professor Dr. João Caldas, considerou o encontro positivo por permitir que todos discutissem um tema comum: a pesquisa no Amazonas. Ele também destacou que o parque tecnológico poderá, inclusive, reduzir custos de operação e ampliar a participação dos laboratórios das instituições nas pesquisas que são comuns no Estado.
O Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA) esteve representado pelo diretor de Operações, Caio José Perecin. Ele também concorda que o parque tecnológico fortalecerá as instituições, proporcionando mais impacto para a sociedade e para a bioeconomia no Estado. Do mesmo modo, a representante do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), professora Paula Moraes, reforçou a importância da união entre os ICTs para o fortalecimento da pesquisa e da região.
O diretor executivo do INDT, Geraldo Feitoza, que fez a abertura do evento, afirmou que a proposta de desenvolver um projeto comum, capaz de gerar mais desenvolvimento para a região, não é apenas importante, mas estratégica para todos que atuam com pesquisa, desenvolvimento e inovação no país. O próximo encontro já está agendado para sexta-feira (5/12) em local ainda a definir.
Sobre o PC&TIA
O objetivo do Parque de Ciência, Tecnologia e Inovação da Amazônia (PC&TIA) é reunir em uma rede integrada, universidades, institutos de ciência e tecnologia (ICTs), empresas, laboratórios, startups e governo com o objetivo de: desenvolver ciência aplicada, promover inovação, acelerar soluções tecnológicas, gerar novos negócios e estimular o desenvolvimento econômico regional. Neste primeiro momento, participam CBA, Embrapa Amazônia Ocidental, Fapeam, Faculdade de Tecnologia da Ufam, INDT e Inpa.


