A partir de setembro, o Amazonas passará a contar com novos profissionais de saúde pelo programa Agora Tem Especialistas, iniciativa inédita do Ministério da Saúde voltada para ampliar o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) com médicos já formados em especialidades diversas.
Ao todo, 501 médicos foram selecionados em todo o país, sendo 66 destinados à Região Norte. No Amazonas, dez especialistas vão reforçar o atendimento em oito municípios. Parintins receberá três médicos, enquanto Manaus terá dois novos profissionais. As cidades de Tabatinga, Itacoatiara, Manacapuru, Tefé e Humaitá contarão com um especialista cada.
O programa prioriza regiões onde a carência de especialistas é mais acentuada. Do total de selecionados, 67% irão atuar em cidades do interior, reduzindo a necessidade de deslocamento de pacientes até os grandes centros urbanos. No Norte, além do Amazonas, todos os estados serão contemplados, com destaque para o Pará, que receberá 27 médicos. Roraima contará com 12, Rondônia com 7, Acre com 5, Tocantins com 3 e o Amapá com 2 profissionais.
Segundo o Ministério da Saúde, os médicos selecionados possuem, em média, 12 anos de experiência. Eles vão reforçar o atendimento em 258 hospitais, policlínicas e unidades de apoio diagnóstico em todo o Brasil. As especialidades contempladas incluem cirurgia geral, ginecologia, anestesiologia e otorrinolaringologia.
“Precisamos de iniciativas ousadas como o Mais Médicos Especialistas, que vai garantir, pela primeira vez, a atuação de profissionais especialistas no SUS e reduzir o tempo de espera da população por atendimento”, declarou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao anunciar o resultado da seleção.
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Para viabilizar a atuação, os selecionados terão acesso a 16 cursos de aprimoramento com duração de 12 meses. A formação prática será realizada em hospitais públicos, sob mentoria de profissionais da Rede Ebserh e do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS).
O incentivo prevê bolsa-formação de até R$ 20 mil, definida de acordo com a vulnerabilidade social e sanitária da região de atuação. Além disso, parte dos médicos atuará em áreas de alta vulnerabilidade e de fronteira, com foco em ampliar a rede de assistência especializada em regiões remotas, como a Amazônia Legal.
Com a chegada dos profissionais, o Ministério da Saúde estima ampliar significativamente o acesso a cirurgias, consultas e exames especializados, fortalecendo o SUS e reduzindo desigualdades regionais no atendimento.